Policiais civis de Alagoas decidem paralisar e realizam ato nesta terça

Os agentes irão trabalhar com limitações durante o Carnaval

Policiais civis de Alagoas decidem paralisar e realizam ato nesta terça

Os agentes irão trabalhar com limitações durante o Carnaval

Por | Edição do dia 18 de fevereiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,


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Foto: Assessoria

Na assembleia geral, realizada nessa segunda-feira, 17, os policiais civis decidiram pela paralisação, dando continuidade nesta terça-feira, 18, quarta-feira, 19, quinta-feira, 20, e até às 8 horas da sexta-feira, 21. E a partir da sexta-feira, 21, será realizada da Operação Renan Filho #Devagar.Foram aprovadas as propostas de entrega das chefias dos escrivães ad hoc e paralisação na quarta-feira de Cinzas, 26, quinta-feira, 27, e sexta-feira, 28.  A partir de março, foram decididas paralisações nas quartas e quintas-feiras.

Na Operação Renan Filho #Devagar, o policial civil somente realizará as oitivas sob a condução dos delegados, bem como todos os procedimentos como flagrantes, interrogatórios e local de crime. O flagrante delito deverá ser feito um por vez. Se chegar três, quatro ou cinco flagrantes, o policial civil só deverá realizar um por vez.

Atualmente, a categoria recebe o pior piso salarial com nível superior e é o 24º pior salário do Brasil, acumulando perdas salariais de mais de 20%, mesmo com excelente desempenho no combate à violência, enfrentando a carência de efetivo. No ano passado, realizaram mais de 150 mil boletins de ocorrência, prenderam 5.752 criminosos, concluíram mais de 13 mil inquéritos e recuperaram 1.285 veículos. Cada policial trabalha por quatro, por conta da falta de policiais civis nas delegacias. Isso tem levado ao esgotamento e adoecimentos, implicando em mortes de mais de 40 policiais civis nos últimos 4 anos.

Decisão

Na assembleia, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, deu informes sobre a negociação com o secretário de Planejamento e Gestão, Fabrício Marques, na última quarta-feira, 13. O sindicalista destacou que o governador não autorizou que o secretário negociasse com o Sindicato. “É um ato irresponsável do governador”, disse o sindicalista, ressaltando que o governador anda com segurança, e a população precisa dos policiais civis. “Em respeito à sociedade, não vamos parar no Carnaval”, esclareceu Ricardo Nazário.

Ficou decidido que durante a paralisação não se realiza Boletim de Ocorrência, Termo Circunstanciado de Ocorrência, cumprimento de mandados de busca e apreensão, mandado de prisão, exceto os flagrantes de delito que deverão ser feitos um por vez.

Deliberações após o Carnaval

Também foi decidido que haverá todas as semanas paralisações nas quartas-feiras e quintas-feiras, começando a partir da quarta-feira de Cinzas, 26. Quando a categoria não estiver na paralisação, será realizada a Operação Renan Filho #Devagar.

Ao final da assembleia geral, os policiais civis realizaram caminhada até o Palácio do Governo, com ato público.  O presidente do Sindpol destacou que a categoria deflagrou paralisação devido à intransigência do governador, que fechou o canal de negociação, parando a negociação pela valorização dos policiais civis, que almejam piso salarial de acordo com a média nacional, de nível superior.

Atividades da paralisação

Terça-feira (18/02)
8h – Ato público com café da manhã em frente à Central de Flagrantes
14h – Reunião da Comissão de Paralisação na sede do Sindpol

Quarta-feira (19/02)
9h – Ato de Doação de Sangue no Hemoal em Arapiraca
– Mobilização nacional da Cobrapol em todos os estados do Brasil pelos direitos previdenciários dos policiais civis na PEC Paralela – PEC 133.

14h- Reunião com a Promotoria do Controle Externo Policial  – Maceió

Quinta-feira (20/02)
9h – Panfletagem na Praça Centenário e caminhada até o Palácio

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