Polícia Federal cumpre nove mandados judiciais em Alagoas contra facção criminosa

Por Redação com assessoria | Edição do dia 31 de agosto de 2020
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,


Foto: Reprodução

A Polícia Federal cumpriu nove mandados judiciais em Alagoas nesta segunda-feira, 31, em operação deflagrada hoje, que investiga tráfico de drogas e lavagem de dinheiro praticados por facção criminosa que atua em todo o Brasil. Foram cumpridos 623 ordens judiciais em 19 estados e Distrito Federal, sendo 422 mandados de prisão preventiva e 201 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio judiciais de até R$252 milhões. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte/MG.

De acordo com a Polícia Federal, em Alagoas foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão.

Os dados obtidos na operação, denominada de Operação Caixa Forte – Fase 01 (investigação que identificou os responsáveis pelo chamado “Setor do Progresso” da facção, que se dedica à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico), revelaram que os valores auferidos com o comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção, inclusive para as contas do “Setor da Ajuda”, aquele responsável por recompensar membros da facção recolhidos em presídios.

Foram identificados 210 integrantes do alto escalão da facção, recolhidos em Presídios Federais, que recebiam valores mensais por terem ocupado cargos de relevo na organização criminosa ou executado missões determinadas pelos líderes como, por exemplo, execuções de servidores públicos.

Para garantir o recebimento do “auxílio”, os integrantes do grupo indicavam contas de terceiros não pertencentes à facção para que os valores, oriundos de atividades criminosas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal.

A atuação da Polícia Federal, com 1.100 agentes para esta operação, visa desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças.

Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão.

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