Polícia Civil prende assassino e esclarece Caso José Valdir

Por | Edição do dia 20 de setembro de 2018
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,,,,


Gabriel entrega à polícia a mão da vítima

Gabriel entrega à polícia a mão da vítima

O traficante Gabriel Santos da Silva, de 22 anos, foi preso e confessou envolvimento no assassinato do motorista José Valdir dos Santos. Ele cumpre pena por tráfico de drogas em regime semiaberto e usa tornozeleira eletrônica. O comparsa dele, Lucas Ferreira da Silva – que também participou do crime – continua foragido.

A polícia concluiu que José Valdir foi vítima de um “crime de ímpeto”, numa reação de duas eventuais testemunhas de um crime. Ele estava tentando arrombar um carro para roubar e foi flagrado. Ocorre que essas testemunhas eram, na verdade, os dois traficantes.

“Os dois traficantes bebiam num bar próximo ao local onde José Valdir tentava arrombar um carro e foi flagrado. Gabriel foi quem flagrou a tentativa de roubo, momento em que José Valdir correu para a grota. Ele foi perseguido pelos dois traficantes, dominado, espancado e morto a golpes de chave de fenda”, contou o delegado.

O motorista José Valdir dos Santos

O motorista José Valdir dos Santos

Em seguida, com um facão, Gabriel decepou a mão de José Valdir, sinal característico para mostrar que a vítima estava roubando. A mão de José Valdir foi deixada num córrego cerca de três quilômetros distante do local onde ocorreu o assassinato. Ele levou a polícia até o local e “entregou” a mão à polícia, colocando-a numa sacola de plástico.

Facão utilizado no homicídio

Facão utilizado no homicídio

Com o depoimento de Gabriel, o caso foi esclarecido e a polícia agora espera apenas prender Lucas Ferreira, conhecido como “Neguinho”. Ele e Gabriel moram numa grota no Conjunto José Tenório e têm envolvimento comprovado com o tráfico.

O delegado Thiago Prado, responsável pelas investigações desde o sumiço do motorista, na madrugada de sábado, chegou aos criminosos após ouvir testemunhas no local onde o carro de José Valdir foi deixado. Ele preferiu manter sigilo dessas informações devido à periculosidade dos criminosos naquela região, no Zé Tenório.

Thiago Prado confirmou que, de início muita gente suspeitava de crime passional, devido à frieza com a qual a esposa de José Valdir, identificada apenas como Luciana, deu informações sobre o desaparecimento do marido.

“Certamente, ela agiu com tamanha frieza pelo fato de saber das ações criminosas do marido, durante a madrugada”, afirmou o delegado.

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