Polícia Civil esclarece chacina de Guaxuma

Por | Edição do dia 14 de dezembro de 2015
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Foto: Ascom PC-AL

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A Polícia Civil de Alagoas apresentou, na manhã desta segunda-­feira (14), o relatório final das investigações que levou ao esclarecimento da chacina de Guaxuma, ocorrido em novembro deste ano, que vitimou quatro pessoas de uma mesma família.

O crime ocorreu durante a madrugada em um sítio, onde Evaldo da Silva Santos, sua esposa Jenilza de Oliveira Paz, de 25 anos, e os filhos: Maria Eduarda, de nove anos e Guilherme, de apenas dois anos, foram mortos com golpes de facão.

Uma terceira criança de cinco anos sobreviveu ao atentado e reconheceu o acusado, por diversas vezes. Ela recebeu acompanhamento psicológico durante todos os procedimentos em que esteve envolvida.

Durante entrevista coletiva, em Jacarecica, os delegados que participaram das investigações: Cícero Lima, gerente de polícia judiciária 1; José Carlos, coordenador da delegacia de homicídios da capital; Antônio Henrique, presidente do inquérito e Lucimério Campos, responsável pelo levantamento de local de crime, deram detalhes sobre todos os métodos realizados pela polícia, que levaram ao indiciamento de Daniel Galdino Dias, 31 anos.

Foto: Ascom PC-AL

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De acordo com o delegado José Carlos, a motivação para o crime seria uma quantia em  dinheiro que seria utilizada para uma transação entre a vítima e o irmão do acusado, para a compra de um barco.

“Ele foi visto por pessoas deixando o sítio com um facão na mão, foi também o responsável por divulgar as fotos das crianças mortas e por apontar onde os corpos estavam. Ele chegou a divulgar informações falsas sobre o suspeito do crime e em depoimento se contradisse várias vezes. Além disso, o trabalho feito com a criança foi fundamental para que chegássemos a essas informações”, esclareceu.

Aline Damasceno, psicóloga que atua na delegacia dos crimes contra a criança e dos adolescentes da capital, foi importante para elucidar alguns detalhes. Ela acompanhou a criança, que relatou que Daniel Galdino chegou à residência e chamou Evaldo para conversar sobre a compra do barco. Ao chegar ao local, cerca de 300 metros da sua residência, ele cometeu o crime.

Em um dos encontros com os delegados, a criança acompanhada pela psicóloga e por uma tia, fez o reconhecimento. Na ocasião, 15 pessoas da região foram apresentadas, divididas em grupos e apenas no último grupo de cinco pessoas, Daniel foi reconhecido pela criança.

De acordo com as investigações, após matar o pai, Daniel retornou à residência arrastou a mãe das crianças para fora e a matou. Os menores tentaram se esconder na mata, mas foram encontrados porque o Guilherme, o mais novo, chorou.

Para o delegado Antônio Henrique, a polícia não tem dúvidas sobre a autoria dos crimes e com a chegada das provas técnicas o inquérito será concluído.

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