Polícia Civil de Alagoas desarticula grupo criminoso que movimentou mais de R$ 10 milhões

A operação foi realizada em Alagoas e mais dois Estados

Polícia Civil de Alagoas desarticula grupo criminoso que movimentou mais de R$ 10 milhões

A operação foi realizada em Alagoas e mais dois Estados

Por Redação com Assessoria | Edição do dia 11 de novembro de 2021
Categoria: Alagoas, Polícia | Tags: ,,


A Divisão de Combate à Corrupção (DECCOR), da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), coordenada pelo delegado José Carlos dos Santos, por meio da Seção de Combate à Lavagem de Dinheiro, deflagrou nesta quarta-feira (10) a operação Imitatore. A operação investiga crimes praticados por suspeitos que se passavam por servidores públicos para aplicar o chamado golpe da “CAPEMI”.

Foto: Assessoria

A ação foi realizada em Alagoas e nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais. Além da Delegacia de Combate à Corrupção da  PC de Alagoas, o trabalho de cumprimento dos mandados, nesta quarta-feira, foi desenvolvido em conjunto com a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, da Polícia Civil do Espírito Santo, Delegacia de Repressão ao Tráfico de Drogas e Crimes Cibernéticos e Delegacia Regional de Teófilo Otoni, da PC de Minas Gerais.

Foram cumpridos seis mandados de prisão e sete de busca domiciliar nos municípios de Serra (ES), Vila Velha (ES) e Teófilo Otoni (MG). Dentre os materiais apreendidos estão celulares, computadores, veículos e documentos.

Foto: Assessoria

O delegado José Carlos (PCAL) disse que os principais envolvidos na Organização criminosa (Orcrim), em pouco mais de um ano e meio, movimentaram mais de 10 milhões de reais. “A ordem judicial de prisão, deferida pela 17ª Vara Criminal de Maceió, também abrange o sequestro de bens móveis e imóveis”, concluiu a autoridade policial. 

Crimes praticados

De acordo com o delegado José Carlos, as investigações levantaram que os envolvidos obtinham criminosamente dados de idosos das forças armadas e se passavam por funcionários de associações de seguro para obter dinheiro das vítimas. Idosos eram levados a acreditar que possuíam valores a receber da extinta CAPEMI e pagavam aos envolvidos no esquema quantias a título de honorários ou taxas.

“Após o primeiro pagamento, outros envolvidos faziam novos contatos para fazer o que o grupo chamava de repique: criar novos embaraços para obter mais dinheiro. Somente de duas vítimas de Alagoas os envolvidos lucraram mais de um milhão e 300 mil reais. Além da prática de estelionato contra idosos, o grupo chegava a praticar extorsão em alguns casos”, revelou o coordenador da DECCOR da PCAL.

A operação Imitatore

Os delegados da PCAL, José Carlos Santos e Lucimerio Campos, viajaram para o estado do Espírito Santo e lá se juntaram ao delegado Brenno Andrade, titular da DRCE (ES), na coordenação da operação imitatore. Já em Minas Gerais, a coordenação ficou sob a responsabilidade da delegada Mariana Ceolin, da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Drogas e Crimes Cibernéticos e da Delegacia Regional de Teófilo Otoni.

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