Podemos da Laje denuncia situação precária em que vivem moradores do conjunto Armando Lyra

Desde a entrega do conjunto, em 2010, os moradores enfrentam problemas estruturantes e ambientais

Podemos da Laje denuncia situação precária em que vivem moradores do conjunto Armando Lyra

Desde a entrega do conjunto, em 2010, os moradores enfrentam problemas estruturantes e ambientais

Por | Edição do dia 4 de fevereiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,


Flavio Catão. Foto: Arquivo Pessoal

Flavio Catão. Foto: Arquivo Pessoal

Ruas esburacadas, falta de saneamento básico e problemas ambientais. Esta é a realidade das mais de 1000 famílias do Conjunto Vereador Armando Lyra Ferreira da Silva – construído para abrigar as vítimas da enchente de 2010 – em São José da Laje, Zona da Mata de Alagoas. A denúncia foi feita pelo lajense Flávio Henrique Catão, atual presidente do partido Podemos no município.

A precariedade do esgotamento sanitário tem gerado grandes problemas para os moradores do conjunto. No local, o sistema de tratamento de esgoto construído na comunidade não atende a quantidade de residências na região, fazendo com que haja o entupimento das tubulações, e assim, o lançamento dos dejetos ao meio ambiente.

Indignado com a situação, Flávio Catão criticou a Prefeitura e fez um desabafo . “Não é possível que um ser humano possa viver assim. Não entendi como o governo [municipal] consegue ter ciência de uma situação como esta e não fique indignado, e nem toma as devidas providências. Um absurdo!”, desabafou o presidente.

A precariedade da situação também tem afetado os moradores de uma forma mais direta. Com os entupimentos das tubulações, o esgoto domiciliar tem voltado para as residências.

“É bastante difícil morar aqui, principalmente quando chove. Espero que resolva, porque há que estamos nessa situação. A Prefeitura joga a culpa para o Governo [Federal], mas não faz nada para resolver os problemas. É muito revoltante para nós, que somos lajenses e esquecidos”, afirmou um morador.

O problema também é incidente em épocas de chuvas, fazendo com que haja alagamento, consequente da ausência de uma estrutura de drenagem de águas pluviais. Além disso, poças de água, lamaçal, ruas não pavimentadas e crateras colocam em risco a vida e saúde dee pedestres e motoristas.

Com a exposição ao esgoto e a falta de estrutura, os moradores denunciam também os riscos à saúde da população.

“É um absurdo! As crianças não podem nem brincar na rua, porque é lama, é poeira, é esgoto entupido. Isso tudo é risco a saúde. De vez em vez eu estou levando os meninos no posto [de saúde], com alguma coisa. A gente não aguenta mais essa situação. Ninguém da Prefeitura não faz nada pela gente. Estamos abandonados”, criticou, uma moradora.

Em abril do último ano, o secretário de Infraestrutura de São José da Laje, João Lopes de Almeida Júnior, afirmou a um veículo de comunicação que, à época, já existia um plano de ação e projetos de intervenção no residencial. Segundo Lopes, as ações ainda não haviam sido realizadas por questões burocráticas que, segundo ele, não compete a pasta.

Atualmente, fevereiro de 2020, o problema ainda persiste e nada foi feito para solucionar os problemas dos moradores.

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