PM recebe reforço de “coronéis das antigas”

O retorno dos coronéis muda os postos de comando, salários e atrasa a promoção de todo o oficialato da PM alagoana

Por | Edição do dia 7 de outubro de 2015
Categoria: Artigos, Notícias, Polícia | Tags: ,


CORONEISQuase seis anos depois de afastados da Polícia Militar, quatro coronéis que estavam na reserva e conseguiram o direito – via Supremo Tribunal Federal (STF) – voltaram à briosa. Dos quatro, três já estão trabalhando – em atividades burocráticas, é verdade – mas voltaram a vestir a farda da briosa. Um deles reassumiu, mas deu logo entrada no pedido de reserva remunerada e voltou para casa.

Já estão trabalhando no Alto Comando da PM alagoana os coronéis: Marcos Antônio Cardoso de Brito (chefe da Ajudância Geral); Reinaldo Cavalcante da Silva (Comando de Policiamento do Interior-CPI) e José Rubens de Freitas Goulart (chefe do Estado Maior Geral).

Para estes oficiais assumirem os cargos, os que estavam foram para cargos inferiores ou assumiram outros postos. Essa situação causou aborrecimento para o comandante-geral, coronel Lima Júnior, que teve que mexer na sua estrutura de comando, mesmo a contragosto.

Uma dessas mudanças foi no comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Sai o major Bolivar e entra o coronel Jairisson, que deixou a Academia de Polícia Militar.
O coronel Robson saiu do Estado Maior, dando lugar ao coronel Rubens, mais antigo na corporação, e assumiu a Diretoria de Ensino.

O coronel Cláudio Omena de Araújo que, dos sete que reivindicavam o retorno à PM, era o que mais se sentia incomodado com a situação, alegou que já tinha tempo suficiente de serviço de caserna, requereu a Reserva Remunerada e foi para casa, descansar.

Muda tudo na estrutura da PM

O retorno desses coronéis muda os postos de comando, salários e atrasa a promoção de todo o oficialato da PM alagoana.

Por exemplo: quem era major e assumia posto de tenente-coronel e, por isso recebia os vencimentos relativos ao cargo de comando, voltou ao seu posto e à sua patente. Logo, retornam ao salário de major. Uma queda brusca nos salários desses oficiais. No efeito cascata, o “fenômeno” atinge, de tenente a coronel “full”.

Quando foram para a Reserva Remunerada, os coronéis se consideraram injustiçados ao serem julgados por um Estatuto “estranho” à situação deles, que não os atingia. Na defesa, alegaram que deveriam ter o critério de avaliação para a reserva nas mesmas condições que os militares graduados das Forças Armadas. Recursaram e ganharam. As idas e voltas de recursos fizeram com que a situação final passasse pelo Governo Téo Vilela e chegasse ao Governo Renan Filho.

Agora, só faltam três

Na mesma linha de recurso e com um pé dentro da PM novamente estão os coronéis Adroaldo de Freitas Goulart, Nerecinor Sarmento e Joca Pimentel. Eles ainda não têm o aval do STF para retornarem à PM, mas o entendimento dos ministros deve ser o mesmo.

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