Pesquisa aponta que apenas 62,5% dos homens alagoanos acompanham companheiras no pré-natal

Dados são para jovens a partir dos 15 anos

Pesquisa aponta que apenas 62,5% dos homens alagoanos acompanham companheiras no pré-natal

Dados são para jovens a partir dos 15 anos

Por Assessoria | Edição do dia 26 de agosto de 2021
Categoria: Alagoas, Saúde | Tags: ,,


Uma pesquisa realizada pelo IBGE mostrou que apenas 62,5% dos homens alagoanos acompanham o pré-natal ou participaram da gravidez de crianças com seis anos de idade. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional Saúde. De acordo com o estudo, a taxa é a segunda mais baixa do país.

De acordo com o divulgado, Sergipe é o líder da lista, que conta com a participação de apenas 59,5%.  A pesquisa também apresentou que os alagoanos com mais de 15 anos têm uma média de 2,2 filhos. Essa é uma das maiores médias do país e deixa pra trás os estados da Bahia, Piauí e Tocantins, que possuem média de 2,1.

O número médio de filhos tidos também foi alvo da pesquisa. Entre os homens acima de 15 anos, o número médio foi de 1,7 filho. Esse número aumenta conforme a faixa etária cresce: a média de filhos dos homens que tinham mais de 60 anos era de 3,6. Homens com nível de instrução mais baixo também tinham, em média, mais filhos. Entre os sem instrução ou com fundamental incompleto, a média de filhos foi de 2,7, já entre aqueles que tinham ensino médio completo ou superior, o número cai para 1,2. “O número médio de filhos é maior para quem é menos escolarizado e também para quem tem menor rendimento, porque a educação é muito associada à renda”, diz Marina.

Os homens brancos de 60 anos ou mais tinham, em média, 3,1 filhos, enquanto os idosos pretos ou pardos tinham 4,2. “Quando se tem maior rendimento, maior escolaridade ou se declarou branco, que, no Brasil, está associado a uma situação econômica mais favorável, o percentual dos homens que têm filhos é mais baixo em relação aos grupos que não estão nessas condições. Também é possível observar isso em relação ao número médio de filhos”, afirma a pesquisadora.

Outro ponto observado em relação à paternidade foi a idade média do homem no momento do nascimento de seu primeiro filho. Considerando todas as faixas etárias, os homens tinham, em média, 25,8 anos quando foram pais pela primeira vez, sendo esse número menor na área rural (24,9) e maior na área urbana (26,0). No Norte, os homens, em média, tiveram o primeiro filho mais cedo (24,3 anos), enquanto no Sudeste, a média de idade foi a mais elevada (26,6 anos).

10,4% dos homens com mais de 35 anos não tinham o desejo de ser pais

Foi perguntado aos homens cuja parceira estava grávida ou cujo filho mais novo tinha menos de 6 anos sobre a desejabilidade daquela gravidez. Dentre os homens de 15 a 34 anos, 65,5% queriam ter o filho naquele momento, 27,3% gostariam de ter esperado mais e 7,3% não queriam ter filhos ou ter mais filhos. O percentual dos que gostariam de ser pais naquele momento sobe no grupo acima de 35 anos: 74,8%. No entanto, 10,4% desse grupo não queriam ter tido filho ou ter tido outro filho.

“O objetivo dessa investigação é saber se os homens estão tendo uma participação ativa e consciente no planejamento reprodutivo, seja sabendo sobre o desejo de ter tido aquele filho, assim como sobre a participação no pré-natal da gravidez daquela criança. A partir desses dados, podem ser planejadas políticas públicas que incentivem a participação mais ativa no pré-natal do filho e reduzam as gestações não planejadas”, diz Marina.

Para a analista da PNS, a investigação da paternidade representa um avanço para o IBGE. “A ideia da inclusão desse tema é também observarmos o comportamento reprodutivo sob a perspectiva dos homens. Estamos em um momento de mudanças desse comportamento e captar essas informações é muito importante para entendermos as transformações”, diz.

 

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