Parceria com setor privado pode ser solução para lixo em municípios

Consórcio da Zona da Mata pode fechar acordo com CTR Metropolitana

Parceria com setor privado pode ser solução para lixo em municípios

Consórcio da Zona da Mata pode fechar acordo com CTR Metropolitana

Por | Edição do dia 22 de julho de 2016
Categoria: Meio Ambiente, Notícias | Tags: ,,


Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a fiscalização cada vez mais intensa por parte dos órgãos responsáveis, muitos municípios alagoanos estão buscando soluções para acabar com seus lixões. Mas, em tempos de crise para a maioria dos municípios brasileiros, que soluções buscar para alcançar este objetivo?

A formação de consórcios públicos é uma delas. Por meio dos consórcios, os municípios visam a solução de problemas comuns podendo ter várias finalidades. Após o lançamento do Plano Estadual de Regionalização da Gestão dos Resíduos Sólidos do Estado de Alagoas, foram definidas sete regiões de planejamento para resíduos sólidos.

Outra solução são as parcerias público-privadas, que ajudam os consórcios a efetivar ações e projetos que os municípios hoje não teriam condições financeiras de arcarem sozinhos.

Um exemplo é o que vem fazendo o Consórcio Regional de Resíduos Sólidos da Zona da Mata Alagoana (CORSZAM), que estuda uma parceria com a empresa Alagoas Ambiental, para que os resíduos do Vale do Mundaú e do Vale do Paraíba, possam ser destinados à Central de Tratamento de Resíduos (CTR) Metropolitana, localizada em Pilar.

“Por conta da crise, estamos procurando uma maneira de adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos, e uma das maneiras é buscando uma parceria com o setor privado. Para isso, estamos fazendo alguns estudos, como a criação de uma área de transbordo, tanto no Vale do Mundaú como no Vale do Paraíba”, explicou Adaelson Correia, Superintendente do Corszam.

Ele explica ainda que todas as questões serão discutidas com os prefeitos da região e analisadas por meio de estudos técnicos. “Nós temos a preocupação de promover uma adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos e por isso criamos o consórcio. Agora esses estudos serão apresentados aos prefeitos e consorciados, vamos sanar possíveis dúvidas, e também vamos elaborar uma consulta junto ao Tribunal de Contas do Estado de Alagoas para saber qual a melhor forma de fazer essa contratação”, explicou.

Formado pelos municípios de Atalaia, Branquinha, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Ibateguara, Mar Vermelho, Murici, Pindoba, Santana do Mundaú, São José da Laje e União dos Palmares, o Corszam possui cerca de 239.721 habitantes, gerando cerca de 99,31 t/dia de resíduos sólidos urbanos.

Segundo o diretor executivo do Grupo Alagoas Ambiental, Keylle Lima, as parcerias entre o setor público e o privado vêm surgindo como alternativa para sanar problemas que hoje os municípios não conseguem resolver sozinhos.

“A manutenção de um aterro sanitário tem um custo muito alto para o município, por isso, muitas vezes o tratamento do lixo não é feito de forma adequada e todo o investimento se perde com o tempo. Em tempos de crise, a busca por uma parceria é o caminho mais viável para os prefeitos, que precisam apresentar resultados à população”, afirmou Keylle Lima.

Lima destaca ainda que “a solução para os municípios brasileiros não difere do que foi adotado fora do país em décadas passadas”. Há o entendimento, por diversos setores da sociedade, que a Política Nacional de Resíduos Sólidos deve ser o instrumento de pressão para por fim os efeitos nocivos ao meio ambiente, pela disposição final dos resíduos de forma inadequada.

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