Paralisação de ônibus causa transtornos e suspende aulas em Maceió

Principal reivindicação do Sinttro é a segurança dos trabalhadores; veículos podem sair se conversa com Estado for proveitosa

Paralisação de ônibus causa transtornos e suspende aulas em Maceió

Principal reivindicação do Sinttro é a segurança dos trabalhadores; veículos podem sair se conversa com Estado for proveitosa

Por | Edição do dia 10 de maio de 2016
Categoria: Artigos | Tags: ,


A manhã desta terça-feira (10) começou com chuva fina e sem ônibus em Maceió. A paralisação proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL) deixou 800 ônibus nas garagens nesta manhã, mas a situação pode mudar se a conversa entre sindicalistas e o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, for considerada positiva.

Foto: Marcella Lopes (cortesia)

Foto: Marcella Lopes (cortesia)

Os rodoviários reclamam da violência à qual motoristas e cobradores tem sido expostos, com o aumento do uso da força em assaltos e de situações de vandalismo aos veículos, que acabam por afetar e machucar os profissionais e passageiros.

Logo cedo, em entrevista a uma emissora de TV local, o presidente do Sinttro, Écio Ângelo, afirmou que eles já haviam conseguido uma reunião com o secretário, objetivo principal da paralisação, mas a volta dos ônibus à circulação estava condicionada a medidas efetivas da polícia e da justiça.

“É preciso interação da polícia judiciária e da polícia ostensiva, porque 80 flagrantes e apenas cinco inquéritos é incentivar a bandidagem de que nada vai acontecer e eles vão continuar assaltando os ônibus. Uma passageira foi baleada, um motorista esfaqueado, a situação de violência no Aprígio Vilela e as periferias do Benedito Bentes precisam ser solucionadas”, disse Écio.

Foto: Deraldo Francisco

Foto: Deraldo Francisco

Improviso e caronas

Sem ônibus, 400 mil pessoas em Maceió tiveram que improvisar para poder chegar ao trabalho. A relações públicas Marcella Lopes conseguiu carona de moto com o padrasto entre o Trapiche e a Jatiúca, mas a jornalista Naísia Xavier teve que ir de van do Farol até o Centro.

“A primeira van que passou foi uma intermunicipal de Messias, mas não fui, tinha gente saindo pelas janelas. Entrei em outra, paguei 4 reais. As pessoas da van estavam de resenha com a situação. O pessoal dá bom dia quando entra e deseja bom trabalho a quem desce. Enfim, pessoas mantendo o bom humor e nenhuma música brega tocando”, comemorou Naísia, rindo também da situação.

As vans intermunicipais, táxis de lotação e mototáxis aproveitaram bem esta manhã, mas não o suficiente para convencer alunos a se arriscarem em direção à Ufal. Após discussões noite adentro, algumas turmas cancelaram as aulas pela falta de garantia de como chegar à universidade, como foi o caso da estudante de Psicologia Joelma Sena.

“Os professores queriam que a gente subisse, mas não tem garantia de carona para todo mundo e a turma teve que se unir e dizer que não ia. A questão é que muita conversa nos grupos de Whatsapp não passam segurança, fica aquele disse me disse. Uma pessoa diz que os ônibus vão voltar às 9h, outros diziam que uma parte ia rodar, mas não dá para confiar nisso”, contou a universitária.

Escolas da rede estadual e municipal também suspenderam aulas, porém esta situação é afetada pela ação de outro movimento, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), que aderiu a um dia de paralisação nacional e mobilização em protesto ao PL 257.

Foto: Danielle Henrique

Foto: Danielle Henrique

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