Padrasto que matou bebê batia na criança porque ela não parava de chorar, diz delegado

O acusado confessou o crime e foi preso na manhã desta segunda-feira (20)

Padrasto que matou bebê batia na criança porque ela não parava de chorar, diz delegado

O acusado confessou o crime e foi preso na manhã desta segunda-feira (20)

Por Redação* | Edição do dia 20 de dezembro de 2021
Categoria: Polícia | Tags: ,,,


Padrasto foi preso nesta segunda (20)

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (20) o padrasto que confessou ter matado o bebê Lucas Felipe da Silva. Com apenas oito meses de vida, a vítima foi encontrada morta em casa, com sinais de agressões, no dia 2 de dezembro, no Tabuleiro do Martins. De acordo com informações do delegado Fábio Costa, quando foi preso, o jovem de 19 anos confessou a autoria do crime, e disse que agrediu o bebê com socos e o pisoteou porque ele não parava de chorar.

As informações foram prestadas durante uma entrevista coletiva, no auditório da sede da instituição policial, no bairro de Jacarecica, com as presenças do delegado-geral Carlos Reis, do coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ronilson Medeiros, do médico-legista e diretor do Instituto Médico Legal (IML), Diogo Nilo, e do delegado Fábio Costa, responsável pelas investigações.

Inicialmente, nos primeiros depoimentos, ele e os familiares disseram que o menino tinha caído da cama e que foi notado que estava morto somente na manhã seguinte. Mas, o laudo do IML deixou claro que não se tratava de queda. O bebê apresentava diversas fraturas no crânio, com perda de tecido cerebral, inclusive. Além disso, foram vistas marcas indicando que sofria agressões já há algum tempo.

“O crânio estava esfacelado e isso demonstrava que não tinha sido queda. Voltamos a interrogar mais uma vez o padrasto, que confessou e disse que ele estava bebendo junto com a sogra e fazendo uso de drogas, como maconha e crack, quando a criança começou a chorar e ele foi tentar fazê-la dormir do lado de fora da casa, onde era mais ventilado, ocasião em que aconteceram as agressões”, afirmou Fábio Costa.

No interrogatório, o padrasto contou que, enquanto estava do lado de fora, chegou a pedir uma camisa limpa à sua esposa e, quando ela apareceu no muro para entregar, ele disse que estava tudo bem. Ao sair do local, que era escuro, o homem estava com a roupa ensanguentada. Perguntado de onde vinha aquele sangue, o homem disse que era da boca da criança, que tinha “mordido a língua”.

A investigação concluiu que, o que aconteceu, de fato, é que o homem agrediu violentamente o bebê, desferindo murros e chutes contra a cabeça do menino, o que o levou à morte. A gravidade das agressões foi constatada em laudo do IML, inclusive havia marcas de mordidas humanas.

“Ele deu socos na cabeça e na boca do bebê, e também pisoteou a cabeça da criança porque ela não parava de chorar”, afirmou o delegado responsável pelas investigações.

Após as agressões, o padrasto teria dado um banho no bebê e entregado a criança à mãe, que tentou, mas ela já estava desfalecendo. O casal teria ido dormir e quando acordaram, a criança estava morta.

Segundo o delegado, a princípio, apenas o homem, que não teve o nome revelado, será indiciado pelo crime. Ele encontra-se na Delegacia de Homicídios, onde estão sendo adotados os procedimentos legais e, de lá, seguirá para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça, pois teve a prisão preventiva decretada pelo juiz Carlos Pita.

*Com informações da assessoria

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