Paciente do primeiro transplante de fígado em Alagoas recebe alta da UTI

Cirurgia foi realizada por equipe da Santa Casa de Maceió na última sexta-feira (14)

Paciente do primeiro transplante de fígado em Alagoas recebe alta da UTI

Cirurgia foi realizada por equipe da Santa Casa de Maceió na última sexta-feira (14)

Por Ascom Santa Casa | Edição do dia 20 de maio de 2021
Categoria: Notícias, Saúde


Vítima de cirrose, em decorrência de uma Hepatite B, o homem de 57 anos que recebeu o primeiro transplante de fígado em Alagoas passa bem e teve alta da UTI na quarta-feira (19). A cirurgia foi realizada na última sexta-feira (14), na Santa Casa de Maceió, única instituição no Estado credenciada pelo Ministério da Saúde para esse tipo de intervenção.

Fora da UTI: paciente tem perspectiva de receber alta hospitalar em breve

“Na segunda-feira (17), exames mostraram que o fígado implantado estava funcionando plenamente. O paciente se recupera bem, está fora da UTI e com boas perspectivas de receber alta hospitalar em breve”, disse o cirurgião Oscar Ferro, coordenador do Programa de Transplantes de Fígado do hospital.

O paciente estava inscrito na Lista de Transplantes de Pernambuco, uma vez que Alagoas ainda não realizava este procedimento, mas passou a integrar a fila alagoana em 11 de março. Dois meses e dois dias depois, um órgão compatível surgiu e foi transplantado em seis horas de cirurgia. A doadora foi uma mulher de 43 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH).

Além de Oscar Ferro, a cirurgia de grande porte foi realizada pelo grupo formado pelos cirurgiões Felipe Augusto Porto e Leonardo Wanderley Soutinho, e pelos anestesistas Cira Queiroz e Danillo Amaral. Com o início das atividades do Programa de Transplante de Fígado, a Santa Casa de Maceió abraça todos os níveis de complexidade cirúrgicas com o transplante de rim e de coração.

PROGRAMA – Durante cinco anos, a Santa Casa de Maceió realizou apenas a captação de fígado (cirurgia de retirada) e enviava o órgão para outros estados. A excelência do trabalho executado na instituição despertou a atenção da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que apoiou o hospital alagoano, e do Ministério da Saúde, que o incluiu na rede de hospitais que já realizam transplantes no Brasil.

“Mais importante que o pioneirismo, é poder ofertar essa modalidade terapêutica, sem distinção, para todos os alagoanos pelo SUS. Está de parabéns todo o hospital pelo esforço científico que fez para esse momento, toda equipe que se dedicou estudando e trabalhando durante meses para dar início ao Programa de Transplante de Fígado, e o Governo e Alagoas por ter acreditado na medicina do estado e em nossa Santa Casa de Maceió”, disse o diretor médico da Santa Casa de Maceió, Artur Gomes Neto.

PROCESSO – Para estar apto para o transplante, o paciente precisa ter insuficiência hepática comprovada pela escala MELD – Modelo para Doença Hepática Terminal, do inglês Model for End-Stage Liver Disease, que quantifica a urgência de transplante hepático em pacientes maiores de 12 anos.

Primeiro transplante de fígado realizado em Alagoas foi coordenado pelo médico Oscar Ferro

“Nem todo paciente que tem cirrose necessita de transplante. Entre os pontos avaliados estão os níveis de bilirrubina, creatinina, INR e o nível do sódio. Isso vai nos dar um score que caracteriza se há indicação para o procedimento ou não. Fechado o diagnóstico de insuficiência hepática, também precisamos saber o tipo sanguíneo que esse paciente tem, pois é isso o que vai determinar qual receptor ele vai ser absorvido. Além disso, são solicitados todos os procedimentos pré-operatórios para pacientes de cirurgias de grande porte”, destacou Oscar Ferro.

Para o pleno funcionamento do programa, a família de pacientes com diagnóstico de morte encefálica confirmado tem papel fundamental. Mensagens por escrito deixadas pelo doador não são válidas para autorizar o procedimento. O processo de retirada de qualquer órgão só acontece após os familiares darem o aval da cirurgia, assinando um termo.

“O diagnóstico de morte encefálica é extremamente seguro. Se houver dúvidas, ele não é dado. O doador passa por uma avaliação neurológica e faz um exame complementar de imagem (doppler transcraniano) para fechar a análise”, explicou o cirurgião Felipe Augusto Oliveira.

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