OS SENTIDOS DE PEDRO CABRAL – Um grito de amor em tempos de ódio!

Com 41 obras nova exposição promete mexer nos sentidos do corpo e no imaginário afetivo do público.

OS SENTIDOS DE PEDRO CABRAL – Um grito de amor em tempos de ódio!

Com 41 obras nova exposição promete mexer nos sentidos do corpo e no imaginário afetivo do público.

Por | Edição do dia 7 de outubro de 2019
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Pedro Cabral nos ajustes para a exposição Teia de Sentidos. Créditos: João Lemos

Pedro Cabral nos ajustes para a exposição Teia de Sentidos. Créditos: João Lemos

A sensibilidade expressionista do arquiteto e artista plástico Pedro Cabral de Oliveira Filho chega ao hall do Complexo Cultural do Teatro Deodoro com a nova exposição “Teia de sentidos”, a Vernissage acontece às 19h do próximo dia 10 de Outubro. A Mostra que permanece até 17 de Novembro conta com um acervo de 41 obras que mexerão com os sentidos do ser humano desde o olfato ao paladar.

Com uma equipe que tem a energia de um batalhão em ponto de batalha Pedro Cabral não se faz de rogado e ressalta a importância da equipe quê com ele já desfrutam o sucesso da exposição, “Tenho a alegria imensa de ter como curadora, minha amiga, Geisa Brayner ex-diretora da Pinacoteca da Ufal, no design visual Levi Paz, na expografria, os talentosos Rafael Almeida e Chico Simas”. Diz Pedro Cabral. “Essa exposição é um contra ponto a atual realidade do país, enquanto semeiam o ódio eu semeio amor, e através do romantismo eu encontrei a forma de evocar esse amor”, disse.

Com os cinco sentidos do corpo humano, a visão, o olfato, o paladar, a audição e o tato o público se levará a descobrir o sexto sentido quê estará no mezanino do complexo cultural, todos interligados por uma instalação tridimensional criada por várias mãos. Uma verdadeira viagem pela sensibilidade humana. Como diz Pedro, “uma singela teia de sentidos”.

Piedade e o abraço do vazio / Óleo sobre tela 100cmx100cm

Piedade e o abraço do vazio / Óleo sobre tela 100cmx100cm

“Vamos encontrar tanto na temática com esse sentimento que nós estamos mostrando dos cinco sentidos de abraçar, do encontro e do olhar. A minha exposição nasceu no momento em que eu vi um jovem com um cartaz em uma rua de uma cidade pedindo um abraço e as pessoas indiferentes. Isso me deixou triste, ao mesmo tempo eu percebi o poder da minha arte em instigar o público ao encontro com o outro”. Destacou Pedro.

A curadoria sob as mãos da fulgente e delicada professora de arquitetura Geisa Brayner, ex-diretora da Pinacoteca da Ufal recorre a ressignificação dos sentidos do ser humano, agregando seus valores originais, desvendando através da arte um meio de aproximação dos extremos. “Quando li o projeto da teia de sentidos, a ideia de trabalhar os sentidos humanos em toda a sua dimensão, entendendo aqueles que se deterioram, sobretudo a partir das relações interpessoais. E Pedro propõe na sua teia uma ressignificação desses sentidos para aproximar as pessoas, a arte pode ajudar o olhar e aquebrantar barreiras existentes nas relações humanas”, descreveu Geisa Brayner.

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Obra de Pedro Cabral. Créditos: Divulgação.

41 obras ornamentarão o ambiente equilibradamente pensado pelos ousados Rafael Almeida – designer e Chico Simas – artista plástico, cada um dos cinco sentidos físicos serão compostos por três telas de 1,20×1, 50m, constituindo um número de 15 telas que ocuparão o piso térreo, cada tela será acompanhada por um texto de Pedro evocando a essência do sentido. As demais farão parte do sexto sentido com diferentes tamanhos no piso superior do Complexo Cultural. “No mezanino do Complexo serão expostas telas de vários tamanhos justificando a não racionalidade do sexto sentido. Esse patamar de cima será ligado ao térreo por uma instalação feita por várias mãos, e assim vice-versa”, explicou Pedro.

Óleo sobre tela. Créditos: Divulgação.

Óleo sobre tela. Créditos: Divulgação.

Pedro Cabral, o expressionista.

Pedro Cabral de Oliveira Filho é alagoano, nasceu no dia 17 de Junho de 1956, na infância já havia uma relação boa com a arte, entre os desenhos do seu imaginário viveu parte da infância entre os papéis e os lápis de cores. Através dos quadros dos artistas em sua casa e na casa de seus tios o poder mágico da pintura sempre o inspirou.

Aos 18 ingressou no Curso de Arquitetura e Urbanismo, legando a profissão 35 anos de pura dedicação. Entre os láureos de sua juventude e inicio da fase adulta percorreu nos bastidores da arte confeccionando desenhos de forma amadora. “Em 1994 quando comprei minha casa não tinha dinheiro suficiente para adquirir obras de artistas então eu mesmo resolvi pintar as próprias telas para ambientar a casa”, revelou Pedro.

A partir de 1994 sua história foi escrita estritamente junto das dóceis pinceladas inspiradas sempre em Matisse, Picasso, Van Gogh e Monet. Sempre seguindo as correntes do Fauvismo, o movimento que deu maior liberdade de criação, valorizando as cores vivas, o impressionismo, o expressionismo e a Escola de Paris, e Pedro confirma,“Aprendemos com as grandes escolas. Eles, por suas vezes, aprenderam com mestres anteriores. Ter essas referências nos ajuda a manter o ciclo de ideia em funcionamento, tudo pode surgir a partir de um olhar desses artistas”.

Em 2015 fez sua grande primeira exposição com a curadoria de Ricardo Maia na Galeria Fernando Lopes do CESMAC.

A Curadora Geisa Brayner e Pedro Cabral. Créditos: Divulgação.

A Curadora Geisa Brayner e Pedro Cabral. Créditos: Divulgação.

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