Retirada das tendas que estão próximas aos fios de alta tensão, realizar ligação legal de energia elétrica e liberar parte da calçada para circulação de pedestres. Essas são as medidas que os ambulantes do entorno da Praça Palmares, no Centro de Maceió, terão que se adequar para continuar comercializando na região.

A decisão veio em reunião comandada pelo secretário de Convívio Social e Segurança Comunitária de Maceió, Thiago Prado, na sede da Secretaria, nesta terça-feira (22). Nos próximos dias, será estabelecido, junto aos ambulantes, um prazo para cumprimento das mudanças.

De acordo com Thiago Prado, nessa nova fase do reordenamento, as medidas precisam ser seguidas à risca pelos ambulantes que trabalham comercializando produtos no local.

“Algumas das tendas estão próximas aos fios de alta tensão, o que pode causar incêndio. Os ambulantes precisam regularizar a situação da energia elétrica, solicitando à Equatorial a ligação de forma legal. Eles também serão reordenados, liberando espaço para os pedestres passarem na região”, destacou o secretário.

O setor de arquitetura da Secretaria Municipal de Convívio Social e Segurança Comunitária (Semscs) irá até o local para que, juntamente com os ambulantes, seja construída uma forma de disposição das barracas, além de uma nova cobertura que não coloque em risco os ambulantes.

No último mês, a Semscs realizou uma série de ações no Centro de Maceió para reordenamento do comércio informal. Foram encontradas e desfeitas diversas irregularidades no local, como ligações clandestinas de energia elétrica e também desobstruções nas calçadas e frentes de lojas.

Com a retirada das tendas, uma nova iluminação será colocada em parceria com a Superintendência Municipal de Iluminação Pública (Sima). “Com a melhoria da iluminação na Praça, queremos trazer mais segurança para quem transita pela região”, afirmou o superintendente da pasta, João Folha.

Para a comerciante Aline Faine, o reordenamento é importante para que todos trabalhem de maneira estável. “Estamos há nove anos por aqui, de forma ilícita. Chegamos para ficar apenas 30 dias e estamos até hoje. Nossas famílias dependem desse trabalho e esse diálogo está sendo fundamental para atender nossas necessidades também. O reordenamento é um sonho, não somos contra. Nos colocamos à disposição para melhorar”, disse a ambulante, que participou da reunião.