Operação policial prende bando acusado de tráfico de drogas em Santana do Ipanema

Por Redação com assessoria | Edição do dia 14 de outubro de 2020
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,


Foto: SSP

Uma operação policial integrada, denominada Ypanema, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, 14, e prendeu seis suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas, em Santana do Ipanema. Foram expedidos 15 mandados de prisão e de busca e apreensão, todos pela 17ª Vara Criminal da Capital. A operação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Alagoas (MPAL) e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).

Até o momento, cinco suspeitos foram presos e dois estão foragidos. Além das prisões, houve apreensão de uma pistola, dinheiro e drogas (a quantidade de dinheiro e drogas ainda não foi divulgada pelos órgãos competentes).

Entre os presos estão Fellipe Leandro da Silva, vulgo Sonic; Tayane Wuessilla Ramos Santos Moraes; Ana Flavia Rocha da Silva; José Wueslly Ramos Santos Moraes; vulgo DD e Alan Luiz Azevedo Santos. Todos os presos juntamente ao material apreendido foram encaminhados para a Delegacia de Santana do Ipanema para a confecção dos procedimentos cabíveis.

Os suspeitos Mayara Santos da Silva e Pedro Henrique Pereira dos Santos Celestino estão foragidos. Agentes da operação já tomaram conhecimento de que Mayara se encontra em Maceió e que Pedro Henrique está em Minas Gerais. A polícia mineira já foi acionada e está em buscas pelo suspeito.

Investigação

O procedimento investigatório criminal (PIC) do Gaeco nº 06/2020 teve início em abril deste ano para desarticular uma organização criminosa com atuação no tráfico de entorpecentes e outros crimes correlatos na cidade de Santana de Ipanema. Apontam as investigações do Ministério Público e das polícias que uma mulher é a principal responsável pelo desencadeamento de todas as infrações penais apuradas. Ela assumiu o comando do tráfico após seu marido ter sido preso – ele continua sendo reeeducando do Presídio de Segurança Máxima.

O PIC também descobriu, de maneira pormenorizada, toda estrutura da organização criminosa, com o seu organograma detalhado com relação a divisão de tarefas desempenhada por cada um dos membros. Um homem identificado como Sonic, é o gerente e braço direito da líder e, sua esposa, auxilia-o na contabilidade da venda da droga comercializada. Outro indivíduo é quem tem a função de vendedor, além de ser um dos braços armados da Orcrim.

Outro homem é considerado um dos principais vendedores de drogas da organização criminosa. O irmão da líder tem função de vendedor e distribuidor, e ainda auxilia na logística, fazendo o corte do entorpecente, a divisão e a sua posterior distribuição. Um jovem é uma mulher têm o papel de aviãozinhos.

As prisões e buscas deferidas

Foto: SSP

Ao requerer as prisões temporárias de todos os investigados, o Gaeco alegou que “a expressão da criminalidade organizada se efetiva pela propagação do terror (com a perturbação do sossego, da paz e da segurança pública), ostensiva distribuição de material ilícito (a exemplo de armas de fogo e substâncias entorpecentes) e o cometimento de roubos, usando como mecanismo de atuação a divisão territorial, o estabelecimento e apologia de doutrina do terror, códigos e procedimentos rígidos de conduta, teleologicamente orientados, em forma de verdadeira empresa criminosa”.

As medidas de busca e apreensão também foram deferidas porque tanto o Gaeco quanto a SSP acreditam na grande possibilidade da apreensão de entorpecentes e armas de fogo nas residências dos alvos. “Além de capturar criminosos, a operação também quer retirar de circulação objetos que estejam sendo usados para a prática de crimes”, argumentaram os promotores de Justiça do Gaeco.

O efetivo participante

Para o cumprimento dos mandados durante a operação integrada foram empregados policiais militares do 7ºBPM e agentes da 2ª Delegacia Regional, da Polícia Civil.

A população pode contribuir com o trabalho das polícias realizando denúncias sobre homicídios, tráfico de drogas, roubos, organizações criminosas e outros crimes por meio do Disque Denúncia. As informações podem ser repassadas, de forma anônima e gratuita, por meio de ligações para o 181 ou pelo aplicativo Disque Denúncia, disponível para download na Play Store.

 

*Matéria atualizada às 9h10 do dia 14/10/2020.

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