Operação da Vigilância Sanitária mira pescados e ovos de Páscoa

Bacalhau receberá atenção especial dos fiscais

Operação da Vigilância Sanitária mira pescados e ovos de Páscoa

Bacalhau receberá atenção especial dos fiscais

Por | Edição do dia 7 de abril de 2017
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,,


Equipes da Vigilância Sanitária iniciaram, esta semana, as visitas a estabelecimentos que comercializam alimentos típicos das comemorações da Semana Santa, para inspeção e orientação sobre as condições sanitárias do local e o acondicionamento ideal do que será comercializado. As inspeções serão realizadas até o dia 16, domingo de Páscoa. Durante todo o período da operação, as ações serão intensificadas nos locais de produção e comercialização de pescado fresco, salgado e seco, em especial o bacalhau, bem como de ovos de Páscoa, chocolates e colomba pascal. Serão verificadas as condições de higiene, de conservação e qualidade dos produtos.

De acordo com a Vigilância, será dada prioridade para as inspeções nas fábricas de chocolate e de produtos de panificação, supermercados, mercados, peixarias e distribuidores, bem como os pontos de venda de pescados e ovos de Páscoa em bombonieres e lojas de departamento. As embalagens e a rotulagem dos produtos, as condições higiênico-sanitárias de armazenamento, o fracionamento, a manipulação e o modo de exposição para a venda serão os principais quesitos a serem avaliados. Se for encontrada alguma irregularidade, o estabelecimento receberá multas e poderá ser até interditado, sem previsão de reabertura. Já os alimentos considerados impróprios serão imediatamente inutilizados.

A população também pode ajudar a coibir a comercialização de produtos impróprios, por meio de denúncias à central de atendimento 1746. Todas as demandas serão encaminhadas aos técnicos da Vigilância Sanitária, que comparecerão aos estabelecimentos denunciados, para avaliarem as condições higiênico-sanitárias e, caso necessário, aplicarem as penalidades previstas em lei.

Bacalhau e pescado tipo bacalhau

O bacalhau receberá uma atenção especial, por ser um alimento muito consumido neste período e exigir cuidados na pesca, limpeza, método de salga, controle da temperatura e umidade, armazenamento, transporte e distribuição. Os técnicos da Vigilância Sanitária estão de olho, principalmente, nos peixes comercializados como bacalhau e que não são da espécie. Somente os tipos Gadus morhua e Gadus macrocephalus são considerados legítimos. O primeiro é conhecido no Brasil como “Porto” ou “Porto Mohua”; o segundo, como “Portinho” ou “Codinho”.

Os muito consumidos Saithe, Ling e Zarbo não são bacalhau, alerta a Vigilância Sanitária: são peixes secos e salgados e que devem ser comercializados como “tipo bacalhau”. O consumidor deve procurar essa informação na embalagem, assim como observar alteração de cor (manchas rosadas ou vermelhas, ou pontuações marrom, indicam a presença de bactérias e fungos), textura (peças amolecidas e limosas indicam a proliferação de bactérias) e odor (cheiro estranho indica contaminação ou início de putrefação), sendo o bacalhau legítimo ou não.

Proco Carioca também fiscaliza

O Procon Carioca também realiza uma operação Semana Santa, fiscalizando peixes e ovos de chocolate em supermercados e lojas. Os fiscais estão verificando se a comercialização desses produtos atende às normas do Código de Defesa do Consumidor. Presidente do órgão, Jorge Braz orienta os consumidores a desconfiarem dos preços muito baixos.

“Toda informação incorreta ou falsa é considerada publicidade enganosa. Verifique a veracidade das promoções, guardando os materiais de divulgação, como folhetos e encartes”, disse Braz, que acrescenta: “Vender outro peixe como se fosse bacalhau configura violação ao Código de Defesa do Consumidor”.

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