Occhi diz que Alagoas não notificou MS sobre epidemia de calazar

Ministro da Saúde disse estar disposto a ajudar a estancar surto, se o governo de Renan Filho pedir

Por | Edição do dia 6 de setembro de 2018
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,


O ministro Gilberto Occhi disse ontem (5), em Maceió (AL), que o Ministério da Saúde não foi notificado sobre a epidemia de leishmaniose visceral, conhecida como calazar, em Alagoas. O estado já registrou 63 ocorrências de janeiro até 15 de agosto, superando o dobro de casos registrados no ano passado. E as principais vítimas têm sido crianças do Sertão de Alagoas.

O alagoano teve conhecimento sobre o surto somente no início desta semana, com o alerta do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), quando os dados foram confirmados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesau). Mas apesar de afirmar o desconhecimento sobre o problema, Occhi se dispôs a ajudar Alagoas, caso seja solicitado apoio contra a doença que apresenta 10% de letalidade.

“Essa demanda não chegou para nós. Tivemos conhecimento da epidemia da doença no Espírito Santo, nossa equipe foi pra lá, identificou, atuou e combateu o surto. Se tiver necessidade do apoio do Ministério da Saúde em Alagoas, estamos de portas abertas para trazer nossa equipe e nossas soluções”, afirmou o ministro, em entrevista à Gazetaweb.

O Diário do Poder perguntou à Sesau e ao Governo de Alagoas deixou mesmo de notificar o Ministério da Saúde sobre a epidemia de Calazar e se o Estado pedirá ajuda federal. Mas ainda não obteve respostas.

Vacinação

Na mesma entrevista, Occhi considerou um sucesso da campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite, ao atingir 91,3% da meta no Brasil. E alegou que o motivo por Alagoas não ter atingido a meta da campanha seria fruto do trabalho eficaz dos últimos anos, com a vacinação em massa na última década.

Para ele, além das falsas notícias que amedrontaram pais, foi criado um falso conforto de que a campanha de vacinação não é necessária, por ter vacina disponível ao longo do ano.

“Nós do Ministério da Saúde consideramos que foi um sucesso, mesmo que não alcançando o esperado (11 milhões), mas alcançamos 10 milhões, e quanto mais crianças forem vacinadas, mais a sociedade está protegida. É preciso que os pais entendam a importância da vacinação”, afirmou.

O ministro disse ser necessário ampliar o número de vacinados, no contexto de que 18 estados registraram pelo menos um caso de sarampo. E sugeriu que estados que prorrogaram a campanha  por não atingir a meta ofereçam novas alternativas, como abrir postos de saúde aos sábados e ações em creches e escolas. (Com informações da Gazetaweb)

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados