Num jogo de “180 minutos” CRB faz 3 a 0 no CSA e vence o Alagoano

Num jogo de “180 minutos” CRB faz 3 a 0 no CSA e vence o Alagoano

Por | Edição do dia 9 de maio de 2016
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano | Tags:


Deraldo Francisco – Repórter

O CRB foi mais competente e arrumado em campo nas duas partidas da Final do Campeonato Alagoano. Num jogo de “180 minutos”, o Galo fez 2 a 0 no primeiro tempo e, neste domingo, ganhou de 1 a 0 naquilo que seria a fase complementar da Final. Com isso, o CRB sagrou-se Bicampeão Alagoano (2015/2016). Duas cenas tristes no jogo: a agressão do atacante Luiz Soares ao jogador Gabriel, já no chão, e a selvageria registrada no final do jogo. Este último episódio pode-se colocar na conta do policiamento. A Polícia Militar foi negligente e lenta no sentido de combater os invasores. As imagens mostram a PM “nem aí” para a confusão.

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CRB é o campeão alagoano em 2016 (Foto: internet)

Na partida deste domingo, a torcida do CSA, com direito a 70% dos ingressos, foi ao estádio torcer pelo seu time. E torceu, acreditou até o fim, mas viu a repetição de um velho filme: falta de planejamento. O time criou várias situações de gol, mas não concluiu nenhuma. O desgaste físico e o nervosismo – já que jogavam “contra o relógio”.

O CSA esteve bem durante todo o Alagoano, mas passou o Campeonato inteiro com o volante Choco improvisando nas laterais, esquerda ou direita. O CSA nunca contratou um lateral de ofício e pagou caro por isso. Basta ver pode onde saíram os três gols do CRB neste jogo de “180 minutos”.

O atacante Rafael Oliveira vindo de contusão poderia desfalcar o time a qualquer momento. E aconteceu justamente na Filnal. O atacante Davyd Denner limitadíssimo. Jogador bem abaixo da média que destoa do restante do elenco.

Os craques do time, Didira e Bisrmarck poucas vezes jogaram juntos. O segundo, acima do peso, sem ritmo de jogo ficou no banco várias vezes. Os bons tempos de Campinense ficaram para trás. Didira estava jogando com prazo de validade: só aguentava ficar em pé até os 20 minutos do segundo tempo. Isso ficou tão evidente que elevou o volante Jean Kléber à condição de “cabeça pensante” do time, quando esse papel não era dele. Mas ele o desempenhou com competência. Fez a parte dele nas duas partidas.

Ou seja, o CSA não se planejou para ter as peças de reposição. Acomodou-se naquela de “o Canindé tem um time feito”. Mas jogador não é máquina, e cansa. Um claro exemplo disso é a lateral esquerda. Quando o CSA perdeu o bom jogador Rafinha, entrou o Bruno Santa Rosa, num clássico, na Final, e jogando do lado da torcida. Ele levou um “baile” nos primeiros 45 minutos e teve que sair. Rafael Oliveira “renovou” a contusão numa arrancada que deu em busca de uma bola para o ataque. A opção: David Denner. Não se sabe se era opção de Canindé ou falta de opção do treinador.

Pelo lado do CRB, o time sempre modificado, mas com um elenco maior e de mais qualidade. Lúcio Maranhão titular, Neto Baiano, banco; Gabriel, Audálio, André Vinícius e Diego Jussani se revezavam na zaga do Galo. No meio campo, Olívio, Rivaldo, Matheus Galdezani e Somália no desarme, com os experientes Dakson, Marco Aurélio e os jovens: Bruno Nascimento, Luiz Fernando e Érico Júnior armando para Luidy e Maranhão ou Neto Baiano.

O CRB foi campo em cima do CSA jogando com a experiência, enquanto o Azulão não se desligou da euforia do bom campeonato que vinha fazendo. Não foi “sapato alto” nem falha pessoal do técnico Oliveira Canindé que conseguiu encaixar o futebol de um time deficiente tecnicamente. A parte dele, ele fez, mas, com as condições que a diretoria lhe deu para trabalhar, ficou difícil vencer um time mais experiente dentro e fora do campo.

 

FICHA TÉCNICA:

Jogo: CSA 0 x 1 CRB (Placar Agregado: 0 x 3)

Gols: CRB (20-Neto Baiano aos 46′ do 2T)

Expulsões: CSA (7-Soares aos 41′ do 2T); CRB (18-Matheus Galdezani aos 44′ do 2T)

 

Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió/AL

Data: 08/05 (domingo)

Hora: 16h

Árbitro: Dewson Freitas da Silva (FIFA/PA)

Auxiliar 1: Danilo Simon Manis (FIFA/SP)

Auxiliar 2: Daniel Paulo Ziolli (FIFA/SP)

4º Árbitro: José Ricardo Laranjeira (CBF/AL)

5º Árbitro: Rondinelle dos Santos Tavares (CBF/AL)

 

CSA

1-Jeferson

8-Hudson

3-Leandro Souza

4-Douglas Marques

6-Bruno Santa Rosa (18-Cleyton – intervalo)

5-Jean Cléber

2-Choco

19-Didira (20-Bismarck aos 15′ do 2T)

10-João Paulo

7-Soares

9-Rafael Oliveira (22-David Dener aos 31′ do 2T)

Técnico: Oliveira Canindé

Banco CSA: 12-Jeferson Silva, 13-Ronaldo, 14-Walter, 15-Xandão, 16-Escobar, 17-David, 18-Cleyton, 20-Bismarck, 21-Kahuan, 22-David Dener, 11-Thiago Santos.

 

CRB

1-Juliano

2-Bocão

3-Audálio

4-Gabriel

6-Diego

5-Olívio

8-Somália (19-Luiz Fernando aos 27′ do 2T)

7-Rivaldo

10-Marcos Aurélio (18-Matheus Galdezani aos 8′ do 2T)

11-Luidy

9-Lúcio Maranhão (20-Neto Baiano aos 13′ do 2T)

Técnico: Mazola Júnior

Banco CRB: 12-Júlio César, 13-Rafinha, 14-Diego Jussani, 15-André Vinícius, 16-Marcos Martins, 17-Gleidson Souza, 18-Matheus Galdezani, 19-Luiz Fernando, 20-Neto Baiano, 21-Érico Júnior e 22-Bruno Nascimento.

 

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