Nem tudo do discurso de Bolsonaro pode se tornar atos, diz vice-PGR

Lewandowski, do Supremo, prega ‘respeito incondicional às instituições e aos direitos fundamentais, em especial minorias e grupos mais vulneráveis’

Nem tudo do discurso de Bolsonaro pode se tornar atos, diz vice-PGR

Lewandowski, do Supremo, prega ‘respeito incondicional às instituições e aos direitos fundamentais, em especial minorias e grupos mais vulneráveis’

Por | Edição do dia 29 de outubro de 2018
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(Reprodução)

O STF e a cúpula da PGR fizeram questão de chamar Jair Bolsonaro à moderação após sua eleição. Em entrevista à coluna Painel, do jornal “Folha de S. Paulo”, nesta segunda (29), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo, prega “respeito incondicional às instituições e aos direitos fundamentais, em especial minorias e grupos mais vulneráveis”.

Lewandowski lembrou que, “em tempos de crise, quando os consensos se fragilizam, o abrigo mais seguro para a sobrevivência de todos é a plena adesão ao pacto social representado pela Constituição”.

Luciano Mariz Maia, vice-procurador-geral, disse ao jornal que Bolsonaro “será o primeiro a identificar que nem tudo de seu discurso pode se converter em atos concretos”.

Mariz Maia, da PGR, afirmou que, “até agora, como deputado, Bolsonaro estava acobertado pelo manto da imunidade, uma garantia do Parlamento, que na democracia é o pulmão que precisa veicular as diversas vozes e tendências”. “No exercício de qualquer outro mandato todos têm o dever de obediência estrita à lei”, concluiu o vice-procurador-geral.

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