Não serei como as lendas da F1 que falam mal de mim o tempo todo, diz Lewis

Por UOL | Edição do dia 12 de outubro de 2020
Categoria: Esportes, Outros Esportes | Tags: ,


Malcolm Griffiths

Lewis Hamilton não costuma falar das críticas que recebe de seus pares no automobilismo, mas aproveitou o dia em que igualou as 91 vitórias de Michael Schumacher, um recorde considerado praticamente imbatível na Fórmula 1, e deu o seu recado.

O inglês, que abriu 69 pontos na liderança do campeonato com a vitória no GP de Eifel, na Alemanha, e caminha a passos largos para conquistar o sétimo título mundial, com seis etapas para o final, se mostrou decepcionado com as declarações de algumas lendas do esporte a respeito dele.

“Você poderia ser lembrado por ter os maiores números, e isso seria algo legal de se ter, mas o importante é a caminhada, a maneira como você faz as coisas e os obstáculos que você encarou.

Cada um tem sua jornada e não acho que deveriam criticar ninguém pela maneira como você faz as coisas, e muitas pessoas fazem isso, especialmente pilotos mais velhos, que ainda têm algum problema comigo – não sei por que, mas talvez um dia eles vão superar”, afirmou o inglês. “Tenho muito respeito pelas lendas do esporte, embora eles teimem em falar mal de mim o tempo todo. Mas ainda o considero grandes porque sei que, na época deles, enfrentaram muitas dificuldades. Eram outros tempos e eles se mantiveram como lendas.”

Hamilton prometeu que, quando encerrar a carreira, terá uma abordagem diferente com os mais novos. “Daqui a 20 anos, quando estiver olhando para trás, posso prometer para vocês que não vou fazer isso, não vou ficar falando mal de qualquer piloto que está tendo bons resultados porque acho que a nossa responsabilidade, como pilotos mais velhos, é destacar e encorajar. Vai haver outros pilotos, como Charles [Leclerc] ou Max [Verstappen], que vão perseguir os recordes que eu, eventualmente, estabelecer. E seria a abordagem errada ficar torcendo para que eles não quebrem. Você tem que encorajá-los a atingir o máximo de seu potencial e, se isso significa, bater os recordes, isso é algo incrível.”

Ativismo, tecnologia e até roupas incomodam

Nas últimas semanas, campeões mundiais como Mario Andretti e Jackie Stewart, além do ex-dono da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, diminuíram os feitos do inglês. E até Kimi Raikkonen, que bateu neste domingo o recorde de Rubens Barrichello e se tornou o piloto com maior número de largadas na categoria, fez postagem tirando sarro das roupas de Hamilton.

Andretti reclamou da militância de Hamilton pela equidade no automobilismo, dizendo que este não era um problema. “Ele sempre foi aceito e teve o respeito de todos. Acho que essa discussão é pretensiosa. É o que sinto, E está criando um problema que não existe.”

Já o tricampeão Stewart disse que Hamilton não está entre os três melhores da história porque hoje os pilotos correm sob menos pressão, segundo ele. “Ele pilota bem, não comete erros, mas não tem como comparar.”

Por fim, Ecclestone também gozou das roupas de Hamilton, dizendo que ele não se veste como um piloto de corrida. E disse que Schumacher “pilotava mais ou menos sozinho, enquanto Hamilton tem sabe-se lá quantos engenheiros falando como está a pressão de pneu e qual a velocidade nas curvas.”

A má notícia para os críticos é que Hamilton disse que ainda não acha que chegou no máximo que pode em termos de pilotagem. Aos 35 anos, ele negocia atualmente sua renovação com a Mercedes. Seu contrato vai até o final de 2020 e o time deve continuar ditando o ritmo na Fórmula 1 pelo menos até o final do ano que vem.

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