Mulheres realizam ato público contra a violência nesta quarta-feira, 25

Mulheres realizam ato público contra a violência nesta quarta-feira, 25

Por Redação com assessoria | Edição do dia 24 de novembro de 2020
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,,


Foto: Divulgação

Diversas entidades do Movimento de Mulheres realizam um Ato Público em Maceió, nesta quarta-feira, 25, a partir das 15h. A concentração será no Calçadão do Comércio, no centro da capital, na esquina do antigo Produban. O movimento levará denúncias contra a crescente violência que acomete às mulheres, e que foi agravada com a pandemia da covid-19 no mundo, segundo a ONU Mulheres.

De acordo com a organização do evento, após a concentração, as manifestantes irão descer a rua do Comércio até a Praça Deodoro, onde, em frente ao Tribunal de Justiça, denunciarão e irão reivindicar a punição dos agressores de mulheres.

O movimento também irá entregar aos candidatos de 2º turno à Prefeitura de Maceió uma carta Compromisso em que pedem apoio para um conjunto de medidas que constituam Políticas Públicas para as Mulheres.

O que significa o dia 25 de novembro para as mulheres?

No dia 25 de novembro de 1960, as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana. Elas lutavam fortemente contra aquela ditadura e pagaram com a própria vida. Por conta disso, em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu esse dia como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher.

“Com muita luta, tivemos algumas conquistas recentes no Brasil, como a Lei Maria de Penha e a do Feminicídio, as principais no combate à violência contra a mulher. Mas precisamos ainda avançar muito, tanto no fortalecimento e consolidação de tais leis, quanto na ampliação de políticas públicas e no combate ao patriarcado, sistema historicamente gerador das violências”, dizem as organizadoras do evento.

Na Lei Maria da Penha estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Os dados sobre violência no Brasil são alarmantes e exigem, de todas as mulheres, ações urgentes de denúncia e resistência. A cada 8 minutos uma mulher é estuprada. A cada duas horas, outra é morta. São os dados atualizados sobre a violência contra a mulher.

A pandemia mostrou como a vida privada cada vez mais é uma ameaça à vida das mulheres. O atual momento é atroz.

“Afinal, vivemos um governo genocida que não apenas legitima a violência contra as mulheres, mas também sabota o funcionamento de instituições de combate à violência contra as mulheres e as minorias em geral. O resumo do atual quadro, no Brasil, é de extrema brutalidade contra nós, pois há o aumento incontestável dos casos de violência doméstica, em determinadas regiões do país, registrada nos números de denúncias, ou seja, a violência e a opressão se intensificaram”, denunciam as ativistas.

Para além disso, é preciso entender que as delegacias especializadas para as mulheres só atendem a 15% da população de mulheres em todo o país. Mais de 91% das cidades não tem nenhuma delegacia da mulher. Além disso, as delegacias que tem algum atendimento para mulheres, e funcionam 24h, são minoria.

“Lutar por nossas vidas significa lutar por políticas públicas que se efetivem. É preciso que estejamos unidas e conectadas! É preciso que lutemos como nunca! É preciso e urgente que estejamos nas ruas, lutando juntas pelo fim do patriarcado e de todas as formas de violência e de domínio dos nossos corpos que encontra abrigo num Estado machista e opressor. A recente violência estatal contra Mari Ferrer, desrespeitada e criminalizada no julgamento do estuprador, que conseguiu uma absurda absolvição, demonstram que a violência está entranhada nas estruturas e devem ser denunciadas e modificadas”, declaram as militantes feministas.

“Este é mais um dia de luta! Para nós, é mais um dia para lembrar que estamos longe de conquistarmos a paz que desejamos. Mas, principalmente, que resistimos pela preservação de nossas vidas e vamos às ruas para avançarmos nas conquistas dos nossos direitos “ conclamam as organizadoras, convocando para o Ato.

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