Mudança de local de escola provoca revolta em Maceió

Governo do Estado pretende leva-la para a Massagueira, após afirmar que ela está em situação de risco

Mudança de local de escola provoca revolta em Maceió

Governo do Estado pretende leva-la para a Massagueira, após afirmar que ela está em situação de risco

Por | Edição do dia 14 de janeiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,


Sinteal

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A Escola Estadual José Correia da Silva Titara funciona no Centro Educacional de Ciências Aplicadas (Cepa), localizado no bairro do Farol há 150 anos, e agora pode deixar de existir nesse local, porém, sem que sejam respeitados os procedimentos legais. A mudança de local da escola foi confirmada por nota publicada pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nesta terça-feira, 14. Representantes da educação e sindicato se mobilizam para impedir a realocação, que será feita para a Massagueira, em Marechal Deodoro.

De acordo com o posicionamento, a medida preventiva foi tomada após a solicitação de um laudo à Defesa Civil e à CPRM, que constatou risco na área, decorrente da instabilidade próxima à região do Pinheiro. Além dessa escola estadual, a Vitorino da Rocha, que também fica no Cepa e outras duas no Bebedouro serão atingidas pela mudança. “Vale ressaltar que apenas duas escolas do Cepa se encontram em área de instabilidade e que as demais unidades do complexo não apresentam risco. Estas são medidas preventivas para resguardar a comunidade escolar e que seguem orientações de laudos técnicos”, diz a nota.

A realocação causa revolta porque ocorre de forma clandestina segundo as partes que não são à favor. Em reunião que ocorreu hoje na Defensoria Pública do Estado (DPE), no período da manhã, a diretora da escola Corina Prado, os diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Edna Lopes e Edilton Dantas e outros representantes da instituição de ensino conversaram com o subdefensor público-geral Carlos Eduardo de Paula Monteiro. Ele solicitou da diretora um relatório a respeito da importância da manutenção da escola em sua atual localização.

Edna Lopes, que é Diretora Adjunta de Assuntos Educacionais do Sinteal, conta que até agora nem ela, nem Corina, viram algum documento ou papel que comprove aquilo que está sendo dito pelo Governo do Estado sobre a periculosidade da área. “Disseram tudo de boca, não há nada assinado. Papel, nem nada. Eles disseram que parte da escola será atingida pela questão”, diz.

Uma grande perda

A Correia Titara é uma escola de ensino médio integrado, o que em outras palavras significa que ela possui uma orientação voltada à questão profissional. Algo que não vai de encontro com a tendência atual de se ter cada vez mais escolas de ensino integral. Em dezembro do ano passado o Ministério da Educação afirmou que pretende desenvolver um projeto piloto, inicialmente nos anos finais do fundamental, em que 40 unidades que já oferecem educação integral no ensino médio receberiam essa ampliação.

Para Edna, mover a Correia Titara de lugar significa também uma grande perda para a cidade, já que ela fica em uma localização privilegiada e acessível para muitos. “Essa escola é muito importante estrategicamente e a gente não concorda com mudança nenhuma. Várias gerações de profissionais foram formadas aqui e não é qualquer lugar que pode recebê-la por conta da estrutura”, conta.

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