MPT recomenda à Carajás adoção de medidas de proteção a seus funcionários

Neste sábado, 21, foi divulgado que os funcionários estariam trabalhando em aglomeração

MPT recomenda à Carajás adoção de medidas de proteção a seus funcionários

Neste sábado, 21, foi divulgado que os funcionários estariam trabalhando em aglomeração

Por | Edição do dia 21 de março de 2020
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,


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Foto: Reprodução / Internet

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas recebeu neste sábado, 21, a informação de que trabalhadores da rede de varejo Carajás Construções, em Maceió, estariam realizando suas atividades de forma aglomerada, na unidade da empresa, na manhã deste sábado, 21. Por causa disso, o MPT recomendou à Carajás para que medidas fossem adotadas para a garantia de proteção à saúde dos funcionários,  dentre elas a suspensão das atividades, com liberação dos empregados para casa, sendo possível, ou a redução significativa do quantitativo de trabalhadores na empresa ao estritamente imprescindível, como forma de conter o avanço da doença.

Nesta manhã, imagens de dezenas funcionários na porta dos fundos da loja localizada no Tabuleiro dos Martins, na capital, circularam nas redes sociais. Nas imagens, os funcionários estavam aglomerados e relatavam que funcionários haviam passado mal dentro da loja. Um outro funcionário chegou a dizer que a empresa havia suspendido o ponto para que eles batessem antes de começar os trabalhos. O expediente de hoje seria interno e sem atendimento presencial do público.

Para que o descontentamento dos colaboradores fosse resolvido, uma guarnição do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) chegou a ir até o local. Mas, ao chegar no estabelecimento, a situação já havia sido contornada.
Antes da recomendação do MPT, como medida preventiva, a Carajás informou, por meio de nota, que instaurou um comitê de crise direcionado a salvaguardar a saúde de trabalhadores e do público. A empresa adotou medidas como afastar empregados do grupo de risco – idosos, gestantes e pessoas com deficiência -, dispensar trabalhadores do ponto, liberar para casa os colaboradores com banco de horas e reduzir o efetivo total da unidade, inicialmente, para 50 funcionários, sem causar qualquer prejuízo ao contrato de trabalho entre empregado e empresa.
Diante do cenário do fechamento e funcionamento mínimo de empresas em Alagoas, como medida preventiva contra o coronavírus, o Ministério Público do Trabalho está à disposição da sociedade para esclarecer dúvidas e tomar as medidas necessárias para proteger a saúde e segurança no ambiente laboral. A instituição continua de prontidão para buscar a garantia dos direitos difusos e coletivos de trabalhadores.

A seguir, leia a nota da Carajás:

Aos nossos colaboradores, clientes e à sociedade em geral:

Estão circulando em alguns grupos de mensagens e nas redes sociais vídeos, fotos e informações envolvendo o acesso de colaboradores a nossa loja matriz, em Maceió, na manhã deste sábado, 21/03/2020.

Em respeito à verdade e a todos, esclarecemos que:

Estamos cumprindo rigorosamente a determinação de manter o estabelecimento fechado aos clientes, conforme estabelece os decretos estadual e municipal. Tomamos todas as medidas recomendas para evitar a propagação do COVID-19. Medidas, inclusive, referendadas pelo Ministério Público do Trabalho de Alagoas.

Na manhã deste sábado, (21/03), no entanto, colaboradores ainda se dirigiram à loja. Alguns por não ter havido tempo hábil para comunicá-los; outros por exercerem atividades imprescindíveis para a operação, como processamento de folha de pagamento, tecnologia da informação, televendas, manutenção e segurança patrimonial.

De um total de 505 colaboradores da nossa loja matriz, apenas 15 ficarão trabalhando. Outros 35 seguem em regime de plantão e turnos alternados. Ainda assim, serão convocados prioritariamente àqueles que possam se deslocar sem utilizar transporte público.

Reforçamos que se trata da nossa matriz, unidade que dá suporte a outras operações em outros estados, inclusive aos que não adotaram o fechamento de lojas, como Rio Grande do Norte (Natal) e Paraíba (Cabedelo e Campina Grande).

No mais, já havíamos liberado também todos os colaboradores com mais de 60 anos, pessoas com doenças crônicas (asma, bronquite crônica, hipertensos ou diabéticos); pessoas que fizeram cirurgia bariátrica nos últimos seis meses; portadores de HIV e pessoas que estejam ou tenham tido tratamentos nos últimos cinco anos de câncer, linfomas ou leucemia.

Outras medidas preventivas também haviam sido adotadas, como a suspensão do controle de ponto por meio de biometria, visando preservar a própria integridade dos colaboradores, sem que houvesse qualquer prejuízo financeiro para os mesmos.

Por fim, enfatizamos que estamos todos comprometidos no combate à propagação do COVID-19. Entendemos que essa é uma luta de todos: poder público, iniciativa privada e a sociedade. Seguiremos firmes nesse compromisso.

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