MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19

MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19

Por Redação | Edição do dia 14 de maio de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,


Em virtude do número crescente de mortes e infectados pelo novo coronavírus (Covid-19), o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) sugeriu que o governo estadual deve adquirir caminhões frigoríficos e sacos cadavéricos para armazenar corpos de vítimas.  A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico desta quinta-feira (14) por meio de uma nota técnica, que segue o protocolo de sepultamento e outras providencias emergenciais.

De acordo com o órgão, tanto os veículos quanto os sacos, seriam utilizado no momento em que os corpos fossem liberados para sepultamento, sendo eles uma forma de translado para evitar novas contaminações. Além disso, a medida atuaria de forma mais rápida, já que pessoas que morreram em decorrência do vírus ou suspeitos devem ser sepultados em um período máximo de 24h.

Outra orientação sugerida para o uso dos caminhões seria em casos de mortes em residências, instituição de longa permanência ou em locais de abrigo coletivo, bem como em espaços públicos, deverá ser providenciado o traslado do corpo ao Serviço de Verificação de Óbito – SVO, em veículo apropriado refrigerado (rabecão), desonerando o SAMU, com designação e capacitação de equipe especializada em higienização do local de recolhimento do corpo.

Já em casos de morte por doença respiratória suspeita para Covid-19, não confirmada rapidamente, deverá ser registrada, na Declaração de Óbito, a descrição da causa mortis ou como “provável para Covid-19” ou “suspeito para Covid-19”.

A nota técnica diz ainda que os municípios também devem adotar o controle, levantamento e acompanhamento da capacidade dos cemitérios para que não ocorra risco iminente de colapso no sistema cemiterial, inclusive com a expansão de novos espaços no município.

Com isso, as prefeituras – obrigatoriamente – irão elaborar um plano de contingência que estabeleça um protocolo de manipulação, identificação, guarda, traslado e inumação (enterro) de corpos residentes no município. E que disponibilizem à população de baixa renda, serviço funerário social, que arque com todas as despesas (caixão, traslado e enterro do corpo).

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