MP pede prisão de Arthur Lira por crimes apurados pela Taturana

Parlamentar é acusado de peculato e lavagem de dinheiro de quando ainda integrava a ALE

Por | Edição do dia 3 de setembro de 2018
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,


O Ministério Público Estadual de Alagoas (MP/AL) divulgou hoje (03) que encaminhou no último dia 23 uma manifestação à 3ª Vara Criminal da Capital ratificando integralmente a denúncia contra o deputado federal Arthur Lira (PP/AL), ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria Geral da República (PGR). Ação penal pede a prisão e perda do cargo do deputado, por ter movimentado cerca de R$ 22 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas, decorrentes de crimes.

Segundo a denúncia, foram R$ 9,5 milhões movimentados ilegalmente nas contas do ex-integrante da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas, entrem 2001 e  2007; e outros R$ 12,4 milhões nas contas de duas pessoas apontadas como seus intermediários no suposto esquema criminoso, entre 2004 e 2005.

A ação contra o líder do “blocão” da Câmara dos Deputados é decorrente da investigação da Operação Taturana, deflagrada em 2007. E somente agora tramita na primeira instância do Tribunal de Justiça de Alagoas, com a atuação do MP de Alagoas, devido à decisão recente do STF para não aplicação do foro privilegiado para atos anteriores ao cargo que detém a prerrogativa.

Na ação penal que agora tramita na 3ª Vara Criminal da Capital, Arthur Lira já encontra na posição de réu e é acusado de ter cometido seis vezes os crimes de peculato e lavagem de dinheiro quando era deputado estadual em Alagoas.

Os ministérios públicos Federal e Estadual pedem que Arthur Lira cumpra pena preso, perca a função pública, devolva todo o valor desviado dos cofres da Assembleia (com correção monetária e juros) e pague uma indenização por danos morais coletivos no dobro do prejuízo causado ao erário.

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