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Morre aos 79 anos, Mestre Benon, patrimônio vivo de Alagoas

Wende Cerqueira- estagiário / 9:52 - 29/04/2016

Referência da cultura no estado foi mais uma vítima da chikungunya


Foto: reprodução

Foto: reprodução

Benon Pinto da Silva, mais conhecido como mestre Benon, 79 anos, morreu na última quinta-feira (28) em Maceió. Ele foi internado no Hospital Geral do Estado (HGE) e não resistiu a uma hemorragia, acarretada pela febre chikungunya.

Uma das filhas de Benon, Maria das Dores, o acompanhou no HGE e explica que ele vinha debilitado há alguns dias, sendo diagnosticado com chikungunya. “Meu pai vinha muito fraco, estava há quase 15 dias tentando se recuperar, ontem mesmo ele foi transferido de Murici para Maceió”, conta.

O mestre era referência no estado e há mais de 50 anos atuava no folclore alagoano. Na década de 80 o mestre Benon, criou o Guerreiro “Treme-Terra de Alagoas”, sediado no bairro da Chã de Bebedouro, em Maceió. Desde 2006, Benon tinha o título de patrimônio vivo, através da Lei do Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas.

O sepultamento ainda não tem horário definido, mas deverá ocorrer nesta sexta-feira (28), no cemitério público de Murici, localizado na Praça Antônio Jacinto.

Benon nasceu na cidade do Cabo, Pernambuco, no dia 13 de julho de 1936. Ainda jovem, veio morar em Alagoas, lugar que adotou como seu. Foi no estado que conheceu o guerreiro, dança folclórica tipicamente alagoana, no município de Cajueiro.


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