Moradores do Bebedouro realizam protesto para cobrar respostas da Braskem

Por Redação* | Edição do dia 10 de julho de 2020
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,,,,,


Foto: Reprodução

Os moradores do bairro Bebedouro realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira, 10, na Praça Lucena Maranhão, para cobrar da Braskem respostas sobre as indenizações dos imóveis que foram desocupados e a retirada segura dos moradores que ainda vivem em residências de risco.

Os moradores ocuparam a praça vestidos de preto. Eles demonstraram preocupação com quem vive em casas que apresentam rachaduras. Segundo eles, muitos ainda vivem nessas casas, pondo em risco as próprias vidas. Os moradores ainda informaram sobre um abrigo de idosos que ainda funciona e está em região de risco.

Os manifestantes seguiram em caminhada para protestar em frente a unidade da Braskem, no bairro do Mutange. E, posteriormente, a Polícia Militar (PM) esteve no local para negociar a liberação da via. Os moradores atenderam ao pedido dos militares e o tráfego da região foi normalizado.

Na tarde desta sexta, às 16h, os moradores do Pinheiro também devem realizar um protesto em forma de carreata. A concentração do ato será na Praça do Jardim Alagoas.

Segundo reportagem do Valor Econômico, a Braskem irá separar mais R$ 1,6 bilhões para arcar com as despesas adicionais relacionadas ao afundamento do solo nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. Com a ampliação da área considerada de risco pela Defesa Civil, que aponta a necessidade de desocupação de mais 1.918 residências, a empresa vai destinar mais R$850 milhões para “potenciais medidas de apoio aos moradores das novas áreas” e R$ 750 milhões para o encerramento definitivo da extração de sal-gema em Maceió e monitoramentos dos 35 poços.

No quarto trimestre, a companhia já havia destinado R$3,4 bilhões para arcar com as despesas em Maceió. Essa quantia teve como consequência o maior prejuízo da história da Braskem, de R$2,9 bilhões.

Segundo a Braskem, “até o momento, 721 propostas de compensação financeira foram aceitas. Na primeira etapa estabelecida no acordo, encerrada em 1º. de abril, 2.217 famílias das zonas A e B do mapa de desocupação definido pela Defesa Civil foram realocadas,  recebendo auxílio financeiro de R$ 5 mil reais e auxílio aluguel de R$ 1 mil mensais. Outras 1.739 famílias foram migradas do aluguel social pago pelo Governo Federal para o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação da Braskem, passando também a receber o auxílio aluguel. No total, as mudanças das áreas de risco já somam 2.618 famílias”.

As negociações com as demais famílias continuam a acontecer à distância, nesse momento, devido à pandemia do novo coronavírus e segue o cronograma homologado pela Justiça, informou a petroquímica.

 

 

*Com informações da Gazetaweb, Cada Minuto, Valor Econômico e Assessoria Braskem.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados