Moradores de Bebedouro protestam contra impactos trazidos pela Braskem

Essa é a segunda manifestação, organizada por populares da região, em menos de duas semanas.

Moradores de Bebedouro protestam contra impactos trazidos pela Braskem

Essa é a segunda manifestação, organizada por populares da região, em menos de duas semanas.

Por Thatyana Ferreira - estagiária sob supervisão | Edição do dia 6 de maio de 2021
Categoria: Maceió | Tags: ,,


Foto: Reprodução/ TV Pajuçara

Moradores do Bebedouro bloquearam a Avenida General Hermes na manhã desta quinta-feira (6) em protesto contra os impactos causados pela mineração de sal-gema. Essa é a segunda manifestação, organizada por populares da região, em menos de duas semanas.

Eles cobram soluções para os problemas causados pela Braskem devido a exploração de sal-gema que gerou o afundamento no solo de vários bairros da capital alagoana, incluindo Bebedouro. A principal reivindicação é a realocação dos moradores, que ainda habitam a área atingida mesmo com os riscos e instabilidade do solo. 

O outro protesto aconteceu na quinta-feira (29), também durante a manhã, e um grupo de moradores do Bebedouro se reuniu entre a Ladeira Professor Benedito Silva e a Rua Marquês de Abrantes, bloqueando as vias de maneira pacífica. 

Após a manifestação, o GGI dos Bairros e a Defesa Civil de Maceió se reuniram e apontaram uma série de encaminhamentos para as reivindicações de moradores que cobravam pela inclusão da região do Flexal e da Rua Marquês de Abrantes, localizadas no bairro, no mapa de criticidade, para que possam se inscrever no programa de realocação.

Durante a reunião, o coordenador da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, apresentou alguns estudos de monitoramento dos bairros afetados. Ele explicou que a região é monitorada por equipamentos de DGPS (Differential Global Positioning System), interferometria e por satélites, e que esses equipamentos não apontam que os problemas dessa região têm ligação com o afundamento.

“Caso Pinheiro”

A situação ficou conhecida nacionalmente como “Caso Pinheiro”, que também é um dos bairros atingidos, além do Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Farol. Os moradores notaram as rachaduras e afundamento no solo desde 2018, mas somente no final 2019, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mediou uma negociação e firmou um acordo que envolve os Ministérios Públicos Estadual e Federal, Defensorias Públicas Estadual e da União e a petroquímica Braskem. Mais de um ano depois desse acordo ter sido firmado, grande parte dos principais atingidos com a mineração da Braskem, que são os moradores, ainda estão morando em áreas de risco com suas famílias.

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