Mestre Rubério faz réplicas de embarcações que navegavam no rio São Francisco

Artesão sertanejo mantém oficina de peças decorativas no centro histórico de Piranhas

Mestre Rubério faz réplicas de embarcações que navegavam no rio São Francisco

Artesão sertanejo mantém oficina de peças decorativas no centro histórico de Piranhas

Por Ascom Sedetur | Edição do dia 23 de agosto de 2021
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,,,,


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As memórias afetivas do período de navegação das grandes embarcações no rio São Francisco estão replicadas no trabalho do mestre Rubério de Piranhas. Sertanejo que através do conhecimento popular monta pequenos exemplares de navios, barcos e locomotivas ferroviária que no passado serviram para o transporte de cargas e ribeirinhos pela região do Velho Chico.

No atêlie do Mestre Rubério, que fica na praça da Torre do Relógio, no centro histórico de Piranhas, estão algumas réplicas de grandes e pequenas embarcações; a exemplo dos famosos navios Comendador Peixoto, Tupi, Tupan e Tupigy; das canoas de tolda – embarcações em duas velas típicas do Rio São Francisco –, e das canoas de pesca que ainda circulam pelo rio.

“Todo este artesanato é feito aqui nesta oficina. E todas as peças são cópias de embarcações e trens que navegam ou já navegaram pelas águas do Rio São Francisco. As pessoas que chegam aqui gostam de ver a fabricação e ouvir as histórias dos barcos que estão levando para casa”, explica o artesão.

Entre as peças esculpidas em madeira e modeladas com arames estão também as famosas carrancas. “Cada carranca é diferente. Elas não podem ser iguais porque a função delas é afastar os maus presságios. Por isso, era comum a presença delas nas embarcações. Bem na frente para afastar tudo de ruim”, relata Rubério ao sustentar a importância da tradição popular das carrancas.

As memórias afetivas da malha ferroviária também estão presentes nas peças do artesão que é ex-funcionário da ferrovia. “Os trens busco replicar com precisão fazendo da máquina até os diferentes vagões”, conta Rubério ao contar histórias do tempo que era possível cruzar o Sertão de trem em viagens com frequência diária.

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