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Mesmo com o Dia das Mães, consumo foi menor em maio

Redação com assessoria / 4:34 - 06/06/2016

Queda no consumo foi de quase 30% em relação a maio de 2015; esse é o 4º mês consecutivo que maceioenses estão avessos ao consumo


O consumo das famílias de Maceió durante o mês de maio apresentou redução de 2,66% em relação a abril, registrando 83,9 pontos. A queda em relação ao mês de maio de 2015, no entanto, é mais drástica: 27,5% a menos no consumo das famílias, mesmo com a presença de uma data forte para o comércio, como o Dia das Mães.

Indicador Geral de Consumo das Famílias (IFEPD/AL CNC)

Indicador Geral de Consumo das Famílias (IFEPD/AL CNC)

Os dados divulgados nesta segunda (06) são da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias desenvolvida pelo Instituto Fecomércio AL de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (IFEPD), em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

“Mesmo assim, o nível está acima da média do Brasil, que tem sofrido o mesmo baixo desempenho na intenção de consumo das famílias. Em maio, a média de consumo do país declinou 4,5% em relação a abril”, avalia o assessor econômico da Fecomércio AL, Felippe Rocha.

Segundo a pesquisa, este é o quarto mês consecutivo que Maceió se encontra abaixo do piso de satisfação. Quando abaixo de 100 pontos, o indicador demonstra que os consumidores estão avessos ao consumo, seja por insegurança em relação à manutenção dos seus empregos, por considerarem os preços elevados ou porque sua renda não apresenta sinais de melhora no futuro.

Para o economista, este cenário é reflexo da perda de empregos e a consequente redução do poder de consumo das famílias. “Além disso, as famílias já vêm sendo prejudicadas pela restrição do crédito para aquisição de bens duráveis e semiduráveis, bem como pela cautela das financeiras na cessão de crédito, de cartões e de empréstimos aos consumidores por conta do elevado nível de endividamento”, pondera.

Indicadores

O consumo é explicado integralmente pela segurança das famílias em relação aos seus empregos, às suas perspectivas de aumentos de salários no futuro e à facilidade de aquisição de crédito, impactando nas possibilidades de compras de bens duráveis, semiduráveis e não-duráveis.

O desempenho de maio reflete um leve aumento do consumo devido ao Dia das Mães, mas de acordo com o levantamento, a data incidiu mais nas famílias que recebem mais de 10 salários mínimos. No entanto, pesquisa anterior da Fecomércio indicou intenção de compra para o Dia dos Namorados em 59% na capital alagoana.

Intenção de Consumo  por faixa de salários mínimos (IFEPD/AL CNC)

Intenção de Consumo por faixa de salários mínimos (IFEPD/AL CNC)

Entre as famílias que recebem mais de 10 salários, maio trouxe um incremento de 4,08%, mas está abaixo dos níveis de aquisição de bens do mesmo período em 2015, havendo uma redução de 32,85%. Já entre as famílias que recebem menos, houve uma queda de 3,16% no consumo (quando comparado a maio do ano passado, é uma redução de 27,2%).

“Quando observamos o consumo das famílias de Maceió por segmento de renda, percebe-se que após dois meses de retração do consumo das famílias das classes A e B, houve uma retomada de perspectivas otimistas com relação ao futuro e estas voltaram a consumir”, diz Rocha.

“Porém, em relação às famílias das classes C, D e E, houve um contínuo declínio na intenção de compras, em parte porque estas dependem do emprego formal para gerarem renda para o consumo, mas são as mais afetadas pelo desemprego”, comparou o economista.

O relatório completo está disponível no site www.fecomercio-al.com.br/ifepd.


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