Merendeiras da rede municipal estão na semifinal de concurso alagoano

Com premiação de até R$ 5 mil, concurso busca incentivar a inovação e qualificação continuada das merendeiras

Merendeiras da rede municipal estão na semifinal de concurso alagoano

Com premiação de até R$ 5 mil, concurso busca incentivar a inovação e qualificação continuada das merendeiras

Por Assessoria | Edição do dia 3 de setembro de 2021
Categoria: Maceió | Tags: ,,,


Três merendeiras da rede municipal de ensino estão na semifinal do Concurso de Merendeiras de Alagoas. A competição pela vaga na final ocorre no dia 7 de outubro. A vencedora da semifinal levará para casa um prêmio de R$ 500. Caso vença a final, a recompensa é de R$ 5 mil. A finalista competirá, ainda, com os vencedores de outros municípios de Alagoas.

Além do espírito competitivo, o concurso serve para incentivar a criação de novas receitas e a capacitação dos trabalhadores das cozinhas das escolas municipais. Na primeira fase, todos os merendeiros da rede podiam se inscrever na competição, e três receitas foram selecionadas para lutar por uma vaga na final.

O concurso é organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Alagoas (Senac-AL), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Alagoas (Sebrae-AL) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Além do sabor, concurso tem como critérios o valor nutricional, a facilidade de replicação e a origem dos ingredientes. (Foto: Leonardo André Correia/Ascom Semed)

Nessa etapa, competirão as merendeiras Ariane Rafaelle Carlos Aires, Lidyane Cristina de Oliveira Silva e Yolanda Maria do Nascimento. Elas preparam as refeições dos estudantes da Escola Municipal Doutora Nise da Silveira, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) José Madltton Vitor da Silva e da Escola Municipal Olavo Bilac, respectivamente. Todas as selecionadas estão recebendo todo o apoio do Setor de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Os técnicos do setor dão diversas orientações, como atestar o valor nutricional dos alimentos e se estão de acordo com os padrões exigidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). “Quanto mais produto da agricultura familiar a receita tiver, melhor, e há alimentos proibidos pelo Programa, como os processados e ultraprocessados”, detalha a técnica Ana Denise Gouvêa, que orienta duas finalistas.

Ela pontua que o objetivo final do concurso não é premiar o alimento meramente por seu sabor, mas sim o que mais contribuir para a alimentação escolar. “Ela tem que ser de fato uma receita prática, que possa ser replicada em várias escolas da rede e que siga a legislação do Programa”, explica.

Lidyane Cristina de Oliveira é uma das merendeiras que compete na semifinal e que está sob a orientação de Ana Denise. Há três anos atuando no CMEI, ela irá competir com uma receita autoral: a “canjiçã”. Ela explica que a receita segue todas as regras do Pnae.

Receita de “canjiçã” não possui açúcar, glúten ou lactose. (Foto: Acervo pessoal)

“Se trata de uma canjica de milho adoçada com geleia de maçã, seguindo as últimas normas do Programa, que diz que as crianças de 0 a 3 anos não podem ingerir açúcar na merenda escolar”, conta a merendeira. “É uma receita regional, sem produtos processados e com ingredientes oriundos da agricultura familiar. Não tem lactose ou glúten, então atenderá um público muito amplo, além de ser de baixo custo e saborosa”, completa.

Ariane Rafaelle Carlos Aires fez uma receita de feijão nutritivo sustentável. O prato leva o tradicional feijão do almoço brasileiro com raízes e ervas típicas do Nordeste. “Participar está sendo uma experiencia muito boa. Em todo meu tempo de rede, nunca estive em algo parecido e estou me desafiando todo dia, tentando me reinventar”, relata.

Feijão nutritivo leva o tradicional feijão do almoço brasileiro com raízes e ervas típicas do Nordeste. (Foto: Acervo pessoal)

Também técnico da secretaria, Marcos Sampaio está há 16 anos no Setor de Alimentação Escolar e orienta Yolanda Maria dos Santos, vencedora na última edição da competição. “Está sendo maravilhoso, é como reviver o que aconteceu ano passado. Sempre melhora o vínculo entre as nutricionistas e as merendeiras, e coloca em prática a nossa capacitação anual com elas”, diz. “É uma forma de valorizar também o trabalho delas, que é árduo”, finaliza.

As mini almôndegas acompanham purê e macarrão com um molho diferenciado. (Foto: Acervo pessoal)

Yolanda trouxe uma receita de mini almôndegas de frango surpresa, purê e macarrão com um molho diferenciado. Ela batizou a receita de “Os Queridinhos Brasileiros”, e espera repetir neste ano o desempenho da competição do ano passado. “É um incentivo muito importante para a gente. Mostramos ali que fazemos mágica na cozinha, que somos encantadoras de crianças”, relata Yolanda.

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