Mapa traz números sobre violência contra a mulher

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (09) mostra números crescentes de homicídios

Por | Edição do dia 9 de novembro de 2015
Categoria: Artigos | Tags: ,,,


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O novo Mapa da Violência focou a dinâmica dos homicídios femininos nos últimos anos e trouxe ainda dados recentes sobre o feminicídio (Foto: reprodução da internet)

Os números que fazem parte do último estudo realizado em 2013 mostra a crescente violência contra as mulheres no Brasil. Pelos registros do Sistema de Informações de Mortalidade, de 1980 a 2013, morreram mais de 100 mil mulheres vítimas do homicídio.

Sobre as mortes ocorridas nas capitais, Maceió, junto com Vitória, João pessoa e Fortaleza, está entre as quatro cidades que tiveram as taxas mais elevadas no ano de 2013, com mais de 10 homicídios a cada 100 mil mulheres, este é um crescimento de 79,3% em dez anos.

As estatísticas são tão alarmantes, que se baseando numa análise internacional, o Brasil, entre um grupo de 83 países, ocupa o ranking de 5ª posição na violência contra as mulheres, com taxas de 4,8 homicídios a cada 100 mil mulheres. Esses índices excedem países como Reino Unido, Irlanda ou Dinamarca e Japão ou Escócia, países considerados “civilizados”.

Principais características dos homicídios

Estes números ficam mais preocupantes quando analisado o aspecto de cor das vítimas, ou a incidência da raça ou cor na violência letal para o conjunto da população.

A pesquisa mostrou que as mulheres negras, dentro da violência homicida do país, são as vítimas prioritárias, com poucas exceções geográficas. Enquanto a branca tende, historicamente, a cair, a da população negra só aumenta. Em Alagoas, por exemplo, em 2013, foram 18 homicídios de mulheres brancas, enquanto para mulheres negras, o número cresce para 117.

Tipo de violência

Segundo a pesquisa que analisa dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, a violência física é de longe a mais frequente entre as mulheres, com maior incidência nas fases jovem e adulta. Em segundo lugar vem a violência psicológica e em terceiro, a violência sexual.

O estudo ainda trás as estimativas de feminicídios no Brasil, homicídios nos municípios e diversos outros elementos que destacam e dividem toda a análise. Esses números são mais do que provas que mostram o quanto a violência contra mulher precisa ser debatida e principalmente, garantida o exercício de seus direitos.

Confira o documento completo no link: Mapa da Violência

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