Manchas de óleo: Depois de 1 ano, AL ainda não possui estudos sobre impacto na fauna e flora

Por Assessoria | Edição do dia 1 de setembro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,


Foto: Reprodução

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), deputado Davi Maia (DEM) protocolou indicação pedindo ao Governo do Estado que realize um estudo de impacto ambiental sobre o óleo que atingiu as praias dos litorais Norte e Sul. No último dia 30 de agosto, o acidente completou um ano e, até agora, os órgãos estaduais não apresentaram iniciativas neste sentido.

De acordo com o presidente da Comissão, deputado estadual Davi Maia (DEM), é importante que as pessoas não esqueçam o acontecimento. “Temos um dos maiores crimes ambientais da história e, até hoje, não tem culpados. Não sabemos sequer como isso impactou em nossa fauna e flora marinhas. Precisamos que o Governo se mova, não vamos deixar que as pessoas esqueçam”, afirma.

A Marinha e a Polícia Federal ainda não identificaram os responsáveis, entre mais de 1000 embarcações suspeitas. Ainda assim, a Marinha estima que sejam necessários mais de R$ 2 bilhões na compra de equipamentos para monitorar a evolução do caso.

De acordo com levantamento do Instituto Biota de Conservação, Organização sem Fins Lucrativos (ONG) que acompanha o caso, os efeitos podem durar até 10 anos no meio ambiente. Mais de duas mil toneladas de óleo e material contaminado foram recolhidas das praias em Alagoas.

Em outubro do ano passado, Davi Maia convocou uma audiência pública que reuniu, na ALE, os prefeitos dos municípios atingidos, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semarh), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Marinha do Brasil, o Greenpeace e outras organizações não governamentais que cuidam do meio ambiente marinho, além da sociedade civil.

Na ocasião, foi elaborada uma carta solicitando apoio ao Presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), além de apoio técnico e humano para investimentos em pesquisa e monitoramento dos impactos.

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