Mais duas variantes de Covid-19 são detectadas pela Fiocruz em Alagoas

Cepas descobertas são do Rio de Janeiro e do Reino Unido

Mais duas variantes de Covid-19 são detectadas pela Fiocruz em Alagoas

Cepas descobertas são do Rio de Janeiro e do Reino Unido

Por Thatyana Ferreira - estagiária sob supervisão | Edição do dia 24 de março de 2021
Categoria: Alagoas, Coronavírus | Tags: ,


Dez linhagens do coronavírus já foram identificadas em Alagoas por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mas apenas três são mutações da doença. As variantes encontradas no estado são as do Reino Unido, B.1.1.7, do Amazonas, P.1, e a do Rio de Janeiro, P.2. As amostras do Rio de Janeiro e do Amazonas são as mais presentes em Alagoas e ao todo a fundação analisou 92 genomas do estado.

Nesta terça-feira (23) os pesquisadores da Fiocruz perceberam alterações na estrutura da proteína Spike (S), proteína essa que é associada à capacidade de entrada do patógeno nas células dos seres humanos, do vírus SARS-CoV-2, que circula no Brasil. Segundo os pesquisadores, onze sequências genéticas apresentaram deleções na região inicial da proteína e em quatro ocorreu inserção de alguns aminoácidos. Das amostras analisadas pelos cientistas,  duas amostras analisadas são de pacientes que estão em Alagoas, sendo eles naturais do Amazonas ou com histórico de viagem para o estado.

“Podemos dizer que esta é uma descoberta precoce, o que enfatiza a importância de ações em vigilância genômica, como a realizada pela rede da Fiocruz”, explica a pesquisadora Marilda Siqueira, chefe do explica a chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Os pesquisadores afirmam que poucos genomas possuem as alterações, pelo menos por enquanto, e portanto não é possível caracterizar a descoberta como a formação de uma nova linhagem do SARS-CoV-2. O que segundo eles não diminui a importância. As amostras permanecerão sendo monitoradas para acompanhar a frequência das modificações no vírus.

 As alterações foram detectadas no domínio amino (N)-terminal (NTD), e podem dificultar a ação dos anticorpos, promovendo o escape imunológico do vírus no corpo humano. A hipótese ainda está sendo testada e novos experimentos deverão ser feitos para comprovar a suspeita.

 “O novo coronavírus está continuamente se adaptando e, com isso, propiciando o surgimento de novas variantes de preocupação e de interesse com alterações na proteína Spike. No entanto, vale ressaltar que as novas mutações foram, até o momento, detectadas em baixa frequência, apesar de encontradas em diferentes estados. Ainda precisamos dimensionar o impacto deste achado e, sem dúvidas, ampliar cada vez mais o monitoramento genômico”, ressalta a virologista Paola Cristina Resende.

 

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