Maceió lidera avanço na transmissão da covid-19 em Alagoas

Observatório formado por pesquisadores da Ufal mostram sinais de descontrole e crescimento de casos no estado

Maceió lidera avanço na transmissão da covid-19 em Alagoas

Observatório formado por pesquisadores da Ufal mostram sinais de descontrole e crescimento de casos no estado

Por Assessoria | Edição do dia 1 de dezembro de 2020
Categoria: Notícias | Tags: ,,,,


Foto: Reprodução

Enquanto muitos estão nas ruas, os pesquisadores da Ufal apontam para o descontrole na transmissão do novo Coronavírus em Alagoas. A 48ª Semana Epidemiológica (SE) avaliada pelo Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 ratificou a tendência de alta sinalizada nas últimas semanas.

Segundo o documento, há um “forte avanço dos casos registrados” com aumento de 43% em relação ao período anterior. O coordenador do Observatório, professor Gabriel Bádue (Fanut/Ufal), apresenta um relatório semanal com dados importantes para monitoramento do poder público. O documento mostra que Maceió continua liderando a expansão do vírus, registrando aumento de 54% das notificações, com 477 novos casos de COVID-19 em Alagoas ao longo da última semana epidemiológica

E apesar dos óbitos se manterem numa tendência de queda, os pesquisadores avaliam que o avanço da doença pode mudar os números de mortes, já que a média móvel de novos casos também precisa ser decrescente.  “Considerando que as evidências de controle são verificadas a partir de um período mínimo de quatorze dias de queda nos números de casos e óbitos, entendemos que, ao final da 48ª SE, Alagoas apresenta sinais de descontrole da transmissão do novo Coronavírus, que poderá causar expansão de novos casos e óbitos por todo o Estado caso não haja uma reversão desse cenário”, explica o relatório.

Mesmo com as crescentes notificações e atendimentos nos hospitais, a ocupação dos leitos com respiradores, incluindo UTI, não variou muito ao longo da última semana, seguindo uma média de 36%. A redução na oferta dos leitos ainda não afetou o atendimento, aponta o Observatório. Mas, a preocupação é com a evolução do Número Reprodutivo Efetivo (𝑅𝑡), que desde o início da pandemia atingiu seu mínimo em 16 de outubro, quando o Rt foi de 0,60,e no dia 29 de novembro chegou a 1,22. Quando o número é maior que 1 já indica aumento na transmissão.

Foto: Reprodução

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