Maceió e mais nove capitais estão em alerta crítico e intermediário pela Variante Ômicron

Maceió e mais nove capitais estão em alerta crítico e intermediário pela Variante Ômicron

Por Redação* | Edição do dia 13 de janeiro de 2022
Categoria: Saúde | Tags: ,,,


Teste do Plano Nacional de Testagem para a Covid-19, na Feira dos Importados, em Brasília.

Maceió e mais nove capitais estão nas zonas de alerta intermediário e crítico, de acordo com análise das taxas do dia 10 de janeiro, em comparação à série histórica e levando em consideração a ocupação de leitos de UTI para Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde. Os dados foram divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de uma nota técnica que foi publicada nessa quarta-feira (12).

De acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, entre as capitais, Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) estão na zona de alerta crítico e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona de alerta intermediário.

Segundo a análise, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021, mas a fundação alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Entretanto a Fiocruz avalia que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021”.

De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado em 2 de agosto do ano passado, por exemplo, quando leitos começavam a ser retirados, mas ressalta que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da covid-19 pela Ômicron. Não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza”, disseram os pesquisadores.

Os pesquisadores alertam ainda que é importante também reorganizar a rede de serviços de saúde por conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da população.

*Com Agência Brasil

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