Longa-metragem com folguedos alagoanos estreia esta semana

Mestres e Entremeios de Folguedos foi selecionado e financiado por meio da Lei Aldir Blanc

Longa-metragem com folguedos alagoanos estreia esta semana

Mestres e Entremeios de Folguedos foi selecionado e financiado por meio da Lei Aldir Blanc

Por Keyler Simões / Assessoria | Edição do dia 26 de abril de 2021
Categoria: Alagoas, Conceito, Notícias


Nesta quarta-feira, 28 de abril, a Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (Asfopal), importante instituição que agrega mestras e mestres da cultura popular de Alagoas, apresentará à sua diretoria o documentário, em longa-metragem, “Mestres e Entremeios de Folguedos”. Certamente, o primeiro documentário alagoano, em longa, sobre o tema. A exibição ao público só deverá acontecer, no entanto, ao final de maio, se as condições em que vivemos assim permitirem.

Foto: divulgação

O filme é oriundo de projeto selecionado no edital Mestra Ilda, da FMAC – Maceió, Lei Aldir Blanc e, segundo a presidente, Ana Clara Vasconcelos, “traz em imagens o vigor de nossos ritmos e o brilho de nossas cores, emoldurado pela rica paisagem tropical onde vivemos”.

Em seu conteúdo, “Mestres e Entremeios de Folguedos” desfila oito tradições alagoanas: Reisado, Guerreiro, Pastoril, Baianas, Taieira, Coco de Roda, Mané do Rosário e Fandango, recheadas de comentários e declarações de seus mestres, mestras e brincantes, com apresentações ao ar livre, de grupos de convívio familiar, dada as condições atuais de afastamento social. O documentário vem em substituição ao projeto da Asfopal que previa uma série de exibições dos grupos de folguedos associados para o grande público. Impossibilitados de execução por conta das restrições impostas pela pandemia, o prêmio recebido se transformou em um projeto de curta-metragem, até seus realizadores entenderem que material de tamanha riqueza merecia a expansão para um longa.
Com assinatura de roteiro, produção e direção do produtor cultural Vinicius Palmeira (ex-secretário de Cultura de Maceió), o filme foi rodado em sua quase totalidade ao ar livre, em belas locações da cidade (no Riacho Doce, em Ipioca e na Lagoa Mundaú) e no Poxim, povoado com 300 anos no município de Coruripe. “Acredito que ‘Mestres e Entremeios de Folguedos’ possa inspirar os realizadores do audiovisual a mais títulos em torno da nossa rica e resistente cultura popular e, como registro, não tenho dúvidas da sua perenidade”, comentou Palmeira.

Com produção lastreada por limitados 50 mil reais, do Prêmio Mestra Ilda, sendo executado em período de pandemia, onde as dificuldades e cuidados obrigam a adoção rigorosa de protocolos de segurança, a redução drástica de elenco e de equipe técnica, “Mestres e Entremeios de Folguedos” soma o talento de nossos artistas populares e suas tradições seculares num encontro com a natureza exuberante que cerca a cidade de Maceió e o lindo povoado Poxim, em Coruripe.

A direção de fotografia, de Victor Viana, valoriza movimentos, cores e natureza, traduzidas em diversas imagens velozes, com tomadas aéreas, sob a direção de Rodrigo Barros. A montagem e a delicada captura de som, em cenas ao ar livre, ficaram a cargo da direção de Raphael Pires, num árduo trabalho para filtragem e equalização de som e imagem.

O filme certamente também ficará marcado por conter a última apresentação filmada do grande Mestre Pancho, do Fandango do Pontal da Barra, levado de nós pela pandemia cerca de dois meses após as filmagens. Nossa gratidão eterna a esse mestre, cujo grupo se aproxima a seus 100 anos de fundação.

A exuberância de “Mestres e Entremeios de Folguedos”, no entanto, fica a cargo de nossos artistas populares, a quem tanto nos orgulhamos e que são o sentido de existir da Asfopal. Em seus 35 anos de criação pelo memorável Ranilson França, a instituição vem se revigorando nos últimos anos, impulsionada por oportunidades geradas na política cultural da cidade com a participação em projetos, como Giro dos Folguedos, Natal dos Folguedos (Fmac), ou em editais da Lei Aldir Blanc, no estado (Secult), selecionada no Prêmio Edna Constant, e em Maceió (Fmac), Prêmios Mestra Ilda e Mestra Virginia, que contemplou cerca de 30 mestres da cultura popular. Sem recursos próprios, a Asfopal depende da associação de seus amigos, colaboradores e da atenção do poder público. Na comemoração de seus 35 anos, uma parceria com o governo do Estado, possibilitará a publicação de catalogo comemorativo com imagens de grupos e seus mestres.

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