Longa alagoano “Cavalo” chega ao Canal Brasil em 19 de novembro

Longa alagoano “Cavalo” chega ao Canal Brasil em 19 de novembro

Por Assessoria | Edição do dia 18 de novembro de 2021
Categoria: Cinema, Cultura | Tags: ,,


Após uma carreira em festivais de cinema do Brasil e de outros seis países, o longa-metragem alagoano “Cavalo” chega à TV por assinatura estreando na grade do Canal Brasil nesta sexta-feira (19), às 18h15. O filme integra uma programação especial em celebração ao mês da Consciência Negra.

Foto: Reprodução.

Também no dia 19, “Cavalo” será exibido pela primeira vez em União dos Palmares, cidade que serviu de locação para o filme e onde vive o rapper e dançarino Evez Roc, um dos protagonistas. A sessão gratuita acontecerá na Praça Basileu Sarmento, às 19h, na programação do evento Vamos Subir a Serra.

Nas noites dos dias 17 e 18 de novembro trechos do filmes serão exibidos na programação visual do projeto Narrativas em Movimento, que fará intervenções de projeção mapeada na Serra da Barriga.

Em novembro “Cavalo” também integra a programação da III Mostra UFF de Cinema Negro Zózimo Bulbul: Diálogos entre o Cinema e a Academia, com exibição dia 25, às 19h30.

Mês da Consciência Negra no Canal Brasil

A programação do mês da Consciência Negra no Canal Brasil conta com filmes, shows, séries e documentários que valorizam o trabalho negro no audiovisual. A seleção dos documentários apresenta duas séries e vinte filmes, que estão sendo exibidos de segunda a sexta entre os dias 15 e 26 de novembro.

Entre os destaques estão “Marielle: O Documentário”, do dia 15 ao 22, e dois episódios de “Milton e o Clube da Esquina”, de 22 a 25. Logo em seguida, vão ao ar dois filmes que também geram reflexões sobre a questão racial.

Sobre o filme

Com direção de Rafhael Barbosa (“O que Lembro, Tenho”) e Werner Salles Bagetti (“Exu – Além do Bem e do Mal”), “Cavalo” é um filme híbrido que circula entre a ficção, o documentário e a experimentação para falar sobre a memória da ancestralidade no corpo.

Cavalo é também o termo usado nas religiões afro-diaspóricas, como a Umbanda e o Candomblé, para denominar os praticantes que são capazes de receber entidades em seus corpos. A incorporação no cavalo não é apenas mental ou espiritual – ela passa por todo o corpo. Da mesma forma, “Cavalo” não é um filme que tenta desvendar ou explicar a religiosidade, mas toma carona na experiência singular do corpo para acessar a memória, a ancestralidade e a construção de identidade de seus personagens.

Compõem o elenco Alexandrea Constantino, Evez Roc, Joelma Ferreira, Leide Serafim Olodum, Leonardo Doullennerr, Roberto Maxwell e Sara de Oliveira. O grupo foi selecionado após um teste de elenco e passou a conviver num intenso processo de preparação. Na proposta de criação coletiva, os protagonistas foram provocados a construir performances inspiradas pelo arquétipo do cavalo e suas muitas simbologias. Performance, dança e rito se entrecortam em três eixos narrativos.

Contemplado no Prêmio Guilherme Rogato, da prefeitura de Maceió, e contando com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA para sua realização, “Cavalo” é o primeiro longa-metragem fomentado por um edital público realizado em Alagoas, o que representa um marco para a política cultural do estado.

Visão dos diretores

“Desde que o filme estreou tem derrubado sucessivas barreiras, enfrentando o preconceito histórico com Alagoas. ‘Cavalo’ estreou em 17 salas de cinema de 11 cidades brasileiras. Participou de mais de 30 festivais no Brasil e em outros cinco países, projetando a cultura do estado para o mundo e afirmando o nosso cinema como uma força emergente que precisa ser notada. Disputar essa vaga para representar o país no Oscar é mais uma demonstração da potência do movimento do cinema alagoano, que tem se fortalecido nos últimos anos” disse Rafhael Barbosa, diretor e roteirista.

“A existência de ‘Cavalo’ é um movimento de resistência, na contramão do desmonte do audiovisual brasileiro comandado pelo governo Bolsonaro. A presença de um filme alagoano de baixo orçamento numa lista ao lado de grandes produções assinadas por empresas como Netflix e O2 mostra o potencial que nosso cinema tem para dialogar com todos os públicos. ‘Cavalo’ abre os caminhos para uma safra de longas-metragens que vai chegar cada vez mais longe”, falou Werner Salles, diretor e roteirista.

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