Lancheira das crianças: alimentação correta pode melhorar rendimento escolar

Alguns nutrientes são responsáveis pela produção de neurotransmissores e hormônios importantes no aprendizado e no foco

Lancheira das crianças: alimentação correta pode melhorar rendimento escolar

Alguns nutrientes são responsáveis pela produção de neurotransmissores e hormônios importantes no aprendizado e no foco

Por Assessoria | Edição do dia 1 de novembro de 2021
Categoria: Educação


Foto: Reprodução

Diversos estudos apontam que uma alimentação completa e balanceada está diretamente relacionada ao aprendizado. Com isso, visando melhorar o desenvolvimento intelectual dos filhos e prevenir problemas de saúde como obesidade infantil, diabetes e colesterol, os pais têm a missão, muitas vezes difícil, de estimular e oferecer uma alimentação saudável.

De acordo com a coordenadora de Nutrição da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Maceió, Cristianni Gusmão, é ideal ingerir uma variedade de nutrientes, afinal, alguns deles são responsáveis pela produção de neurotransmissores e hormônios importantes no aprendizado e no foco.

Alimentos processados e ultraprocessados devem ser evitados ou consumidos esporadicamente. “De acordo com o guia alimentar para a população brasileira, os ultraprocessados raramente devem ser incluídos na alimentação. São aqueles alimentos que têm um número maior de ingredientes, que muitas vezes nem sabemos do que se trata. Por exemplo, os salgadinhos, sorvetes e alguns iogurtes, que são mascarados com saudáveis e, na verdade, têm uma quantidade alta de aditivos, conservantes e outros produtos artificiais”, afirma Cristianni Gusmão.

Segundo explica a coordenadora da UNINASSAU, é interessante inserir alimentos dos grupos de nutrientes na alimentação dos pequenos, que são as proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais. “Das proteínas, podemos citar os queijos e iogurtes naturais. De carboidratos, devemos preferir os integrais, como pão integral e o uso de farinas integrais, de aveia, de amêndoas, por exemplo, na preparação de receitas como cookies e bolos. Da família dos lipídios, cito todas as oleaginosas, como castanhas e amendoins, bem como o abacate, que tem perfil lipídico muito bom e dá para fazer patês, por exemplo. Além disso, consumir as frutas de forma geral, que proporcionam a ingestão de fibras, vitaminas e minerais”, orienta Cristianni.

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As frutas, inclusive, podem estar inseridas em alguma preparação, caso a criança tenha dificuldade de ingerir pura. Muitas vezes, existe uma resistência para consumir alimentos mais saudáveis no ambiente escolar, pois o estudante vê os colegas levando biscoito, salgadinhos, bolos, entre outros. Para tornar a alimentação mais atrativa, os pais podem fazer com que a criança participe de todo o processo, desde a compra até a elaboração da lancheira.

“Dessa forma, mostrar novos sabores, novas receitas e novas formas de preparo. Participar do processo de compra e elaboração da refeição é um momento de aprendizado para a criança. No caso das menores, se aprende as cores, texturas e sabores, por exemplo. Já as maiores podem aprender entendem onde há a possibilidade de incluir os alimentos, como é o caso de frutas, a exemplo da banana e morango, que podem se transformar em um sorvete saudável com apenas dois ingredientes”, finaliza a coordenadora de Nutrição da UNINASSAU.

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