Justiça pede para que clínica em Satuba cumpra com determinações

Funcionários de uma clínica para dependestes químicos fecharam a Avenida Deputado José Lages afirmando que a entidade está sem recursos há 11 meses

Justiça pede para que clínica em Satuba cumpra com determinações

Funcionários de uma clínica para dependestes químicos fecharam a Avenida Deputado José Lages afirmando que a entidade está sem recursos há 11 meses

Por | Edição do dia 18 de julho de 2019
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,,,,


9885162e-d96f-41ba-9544-dab68d09b8ba

A Avenida Deputado José Lages, localizada no bairro da Ponta Verde foi bloqueada por manifestantes durante esta quinta-feira (18). O protesto é uma cobrança de vários funcionários de uma clínica para dependentes químicos que está há 11 meses sem receber apoio do poder público. A clínica fica em Satuba, região metropolitana de Maceió e acolhe jovens e adultos em situação de rua e usuários de drogas.

Cerca de vinte pessoas utilizando cartazes e faixas tomaram conta da Avenida nos dois sentidos com pneus e em seguida atearam fogo, bloqueando a passagem de carros e pedestres. A manifestação ocorreu em frente ao Fórum da Infância e Juventude da Capital, onde foram recebidos pela juíza Fátima Pirauá, que segundo representantes da clínica, seria responsável pela ação judicial que determinou a forma de repasse.

A Clínica Esperança abriga pessoas em tratamento alcoólico, químico e ajuda crianças e adolescentes em situação de rua. O local é mantido por doações, além dos recursos repassados pela prefeitura de Maceió e o governo do Estado. Porém, os trabalhadores não estão sendo pagos.

“Informaram que os recursos seriam enviados até o dia 24 de junho e, até então, não recebemos nada. Estamos tirando crianças das ruas, da dependência. Existem homens trabalhando, recuperados. E o nosso pagamento é a falta de recursos”, disse um dos manifestantes que não quis se identificar.

Além da falta de salários, o lugar está com contas atrasadas e sem comida para manter os pacientes. Em nota, a justiça explicou a falta de repasse e afirma que o local deve passar por uma série de inspeções relacionadas a internações de crianças.

Leia a nota na íntegra:

 A juíza Fátima Pirauá, titular da 28ª Vara Cível de Maceió – Infância e Juventude, informou que tramitam na unidade 38 processos versando sobre a internação compulsória de crianças e adolescentes usuários de entorpecentes na Clínica Hoffen (Clínica Esperança). Em 24 desses processos consta a informação de que o infante recebeu alta médica, ou seja, que já deixou a clínica.

No dia 4 de junho, foi realizada audiência com o objetivo de uniformizar o procedimento a ser adotado em todos os casos. A mencionada audiência contou com a participação de todos os órgãos municipais envolvidos, bem como dos representantes da clínica, na qual restou determinado o cumprimento das seguintes providências:

A. que todos os menores que necessitam de internamento compulsório deverão ser, necessariamente, referenciados pela CAT – Comissão de Avaliação e Tratamento – localizada no CAPS AD III, conforme estabelecido na Ação Civil Pública de nº 0500162-50.2008/01;

B. que os relatórios dos 22 infantes já atendidos pela CAT fossem juntados aos respectivos autos, após o que seria concedido o prazo de 5 dias para o município de Maceió/AL efetuar o pagamento;

C. que a clínica teria 24 horas para apresentar à Coordenação da CAT os relatórios individualizados dos adolescentes que passaram pela clínica e já receberam alta, com data de entrada e saída da clínica, endereço e contato telefônico dos familiares.

A apreciação dos pedidos de bloqueios das verbas públicas depende exclusivamente da observância, pelos envolvidos, do trâmite que foi estabelecido em audiência, o que ainda não foi cumprido.

 

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados