Júri condena os quatro acusados da morte de Abinael Saldanha

Família acompanhou o julgamento e achou muito branda as penas impostas aos assassinos

Júri condena os quatro acusados da morte de Abinael Saldanha

Família acompanhou o julgamento e achou muito branda as penas impostas aos assassinos

Por Ricardo Rodrigues, com agências de notícias | Edição do dia 27 de outubro de 2021
Categoria: Justiça | Tags: ,,,,


Terminou na madrugada desta quarta-feira (27) o julgamento dos quatro acusados pela morte de Abinael Ramos Saldanha, sequestrado e assassinado em Rio Largo em 2016. Todos os acusados foram condenados, mas tiveram penas diferenciadas. Três acusados foram condenados por homicídio qualificado e um por ocultação de cadáver. As penas somadas chegam a mais de 60 anos de prisão.

O mandante do crime, Ericksen Dowell da Silva Mendonça, foi condenado a 20 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Esta mesma pena foi aplicada aos executores Deivison Bulhões da Rosa Santos e Jalves Ferreira da Silva. Já Jonathas Barbosa de Oliveira pegou apenas dois anos de prisão, por ter ajudado na ocultação do cadáver.

Como os réus já cumpriram mais de cinco anos de prisão em regime fechado, eles terão esse tempo reduzido da pena. Por isso, Jonathas seria colocado em liberdade, depois do julgamento, já que cumpriu mais de dois anos de prisão. O júri popular começou por ontem de manhã, no Fórum da Comarca de Rio Largo, e terminou por volta das 2h45 de hoje.

A defesa dos réus disse que ainda não sabe se irá recorrer da decisão. Para os familiares de Abinael, que acompanharam o julgamento na porta do Fórum de Rio Largo, a pena imposta aos assassinos do jovem foi muito branda. No entanto, eles ainda não sabem se recorrem ou não da decisão do conselho de sentença.

Segundo o processo, Ericksen Dowell planejou detalhadamente a morte de Abinael depois que a vítima descobriu que ele estava desviando dinheiro da empresa em que os dois trabalhavam. O acusado negou essa versão e disse que era ameaçado por Abinael, a quem devia cerca de R$ 12 mil. Como não tinha como pagar a dívida, passou a sofrer ameaças.

De acordo com as investigações, Ericksen arquitetou a morte de Abinael, contratando os outros três réus por R$ 6 mil para executar o crime. A vítima foi atraída para uma emboscada, armada por Ericksen, que teria forjado um falso sequestro, seguido de morte. O carro da vítima foi encontrado queimado, num canavial em Rio Largo.

Em seu depoimento ao júri, Ericksen falou que pegou aproximadamente R$ 12 mil emprestados com Abinael, mas não conseguiu pagar a dívida com juros. Por isso, ele teria sido ameaçado de morte pela vítima. No entanto, essa versão foi negada pelos familiares de Abinael. Para os familiares da vítima, mesmo que a dívida fosse verdadeira não seria motivo para um crime hediondo.

Durante o julgamento, a noiva da vítima à época, Kelly Oliveira, contou ao júri como o acusado de encomendar o crime participou das homenagens feitas pela família antes que fosse apontado como principal envolvido no assassinato. Wallei Saldanha lembrou que o corpo do irmão foi encontrado no 21 de junho de 2016, data do aniversário de 26 anos da vítima.

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