JHC recebe ‘um coice’ ao pedir apoio do presidente

Deputado federal esperneia por não conseguir adesão do Executivo e vê que seu nome-sigla não vale muito

Por | Edição do dia 6 de janeiro de 2019
Categoria: Jornal o Dia, Poder


Toda troca de governo é a mesma correria. Entra e sai de secretários, demissões, exonerações e eleições em mesas diretoras do Legislativo. Em Brasília, não é diferente. Os cargos para presidência da Câmara e do Senado são alvos de disputas acirradas. E, por incrível que pareça, um dos que querem chefiar a Câmara dos Deputados é o deputado alagoano JHC (PSB). O filho de João Caldas, condenado na Máfia das Sanguessugas, é facilmente um objeto de estudo para faculdade de marketing. Com imagem retocada e construída, circula pela política nacional se dizendo ser um novo nome, alguém sem vícios parlamentares e que todos podem confiar. Será? Em novembro do ano passado, o recém-eleito Jair Bolsonaro recebeu o deputado federal alagoano.

Na ocasião, JHC deixou claro que queria contar com o apoio do PSL durante as eleições para presidência da Câmara. Trocando em miúdos, o jovem parlamentar alagoano se rendeu ao poder do “capitão” e foi lá pedir a bênção dele para a sua candidatura. Apressou-se em ser o primeiro a procurar o novo presidente. JHC saiu do encontro com a certeza de que teria, ao menos, deixado uma dúvida na cabeça de Bolsonaro e passou a acreditar no apoio dele ao seu nome. O resultado está aí: Bolsonaro não caiu na lábia de JHC e preferiu apoiar o atual presidente da Câmara Rodrigo Maia ao se arriscar “com o jovem”. O alagoano não ficou quieto e revidou: “o partido [PSL] começou a virar o balcão tradicional da velha política”.

JHC cresceu na política gritando grandes feitos, mas que eram lutas de terceiros. Divulgou, por exemplo, que era um dos responsáveis pelos professores receberem o rateio dos Precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Ou seja, diminuindo a luta de toda uma categoria. Tentou se valer pelo fim dos pardais instalados pelas ruas e avenidas de Maceió. Gabou-se de que tinha acabado com a Máfia das Multas na capital. Porém, o Ministério Público do Estado (MPE-AL) é quem tem grande participação nesse combate. Para chamar atenção, JHC disponibilizou em seu site um arquivo requerimento para os condutores recorrerem das multas.

Quem absorve com facilidade todas essas informações pela mídia deve achar que JHC é um parlamentar preparado e que deve, mais para frente, assumir uma cadeira no Executivo. Mas vale lembrar o vexame durante campanha a prefeito de Maceió. Nos debates, JHC virou motivo de piada ao sugerir que crianças da rede pública deveriam receber tablets para estudar em casa. Enquanto isso, JHC esperneia por não ter conseguido o apoio de Jair Bolsonaro. JHC faz parte do bloco de candidatos que assinaram um pacto de apoio mútuo na disputa pela presidência da Câmara, para combater o amplo poder de Maia. “A mesa diretora virou um balcão, uma negociata”, disse a jornalistas. Bem, ele viu que em Brasília, seu nome-sigla não vale muita coisa.

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