Janeiro roxo: Arapiraca alerta para o combate à hanseníase

Segundo relatório da Secretaria de Saúde, anualmente são registrados perto de 30 mil casos

Por | Edição do dia 14 de janeiro de 2019
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,,,


Para conscientizar e continuar sendo referência no tratamento da hanseníase no Estado, Arapiraca elaborou uma série de atividades durante este mês, quando se realiza a campanha nacional Janeiro Roxo. O objetivo é combater a doença , que é infecciosa e causada por uma bactéria que lesiona os nervos periféricos  e diminui a sensibilidade da pele, antigamente chamada de lepra.

IMG_9761

De acordo com relatório da Secretaria de Saúde, no ano passado o Programa Municipal de Hanseníase assistiu a 28 casos. E segundo dados do Ministério da Saúde, atualmente o Brasil ocupa o segundo lugar a apresentar mais casos da doença, atrás somente da Índia. Anualmente são registrados perto de 30 mil casos.

Os números reforçam a importância de trabalhar pelo controle da doença, por meio de um diagnóstico preciso e o tratamento correto. Segundo Salésia Moreira, coordenadora do Programa de Tuberculose e Hanseníase, é preciso desmistificar a doença e acabar com o preconceito que ainda existe.

Você sabe como identificar a hanseníase?

A doença tem cura. Mas se não for devidamente tratada pode causar  incapacidades físicas, alerta Karlisson Valeriano, médico da família, que atua no programa de hanseníase da prefeitura de Arapiraca. Ele orienta que  as pessoas procurem uma unidade de saúde assim que perceberem o aparecimento de manchas, em qualquer parte do corpo, principalmente se a área apresentar diminuição de sensibilidade ao calor e ao toque.

No caso de um diagnóstico favorável para a doença, os pacientes que apresentam os considerados casos básicos são acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), já os casos especiais, a exemplo de crianças, gestantes, comorbidade, recidiva, reação hansêmica e pacientes de áreas descobertas são encaminhados para o Centro de Referência Integrado de Arapiraca (CRIA), que atua em parceria com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 46 municípios alagoanos que integram a II macrorregião de saúde. Em todo o estado, somente Arapiraca e Maceió dispõem desse serviço especializado.

O trabalho  no CRIA é realizado por uma equipe multidisciplinar, que inclui  médico, assistente social, enfermeiro, farmacêutico, biomédico e profissionais da enfermagem, em parceria com as unidades básicas. Entre os serviços disponíveis no setor de hanseníase, um laboratório que realiza um dos exames específicos para auxiliar no diagnóstico da doença, o baciloscopia de linfa. E, ainda, uma oficina de calçados e instrumentos adaptados para os pacientes que já apresentam algum tipo de deformidade ou incapacidade física.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados