Itaú Cultural lança Arte como respiro: múltiplos editais de emergência!

Serão três editais para trabalhos das áreas de cênicas, música e artes visuais que possam ser compartilhados nas redes sociais. Primeiro edital abre inscrições na segunda-feira voltado para o circo, dança e teatro.

Por | Edição do dia 6 de abril de 2020
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Divulgação.

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Conectado com o amplo movimento espontâneo de criação online no meio artístico, neste período de suspensão social em decorrência da pandemia do COVID-19, o Itaú Cultural abre em seu site, nesta segunda-feira, 6 de abril, as inscrições para Arte como respiro: múltiplos editais de emergência. Desta forma, a instituição se propõe a acolher os artistas obrigados a atuar isoladamente e sem remuneração, neste momento, e a gerar recursos na economia criativa.

Nesta primeira etapa focado em projetos de artes cênicas – circo, dança e teatro –, o edital atua em dois eixos. Um deles, contempla trabalhos produzidos no período da quarentena, em que o proponente poderá propor uma apresentação em tempo real ou enviar o trabalho já gravado em vídeo, desde que realizado nesta condição de recolhimento. O outro, volta-se para um espetáculo cênico completo apresentado em material audiovisual gravado anteriormente, desde que seja ajustado a este período, com uma intervenção gerada no momento de suspensão social.

O link https://itaucultural.formstack.com/forms/artecomorespiro é por onde devem ser feitas as inscrições, que encerram no dia 10 (sexta-feira). A equipe de programadores do Núcleo de Artes Cênicas da organização, selecionará 120 projetos – até 90 no eixo “trabalhos produzidos na quarentena” e até 30 no eixo “espetáculo cênico completo já gravado” – considerando critérios poéticos, apuro técnico, capacidade de realização e maior possibilidade de recepção de públicos. Todos os selecionados receberão valores de até R$ 10 mil como remuneração pelo licenciamento dos direitos autorais do trabalho. Os contemplados serão informados por e-mail no dia 25.

“Em meio a esta pandemia que afeta a todos nós, cada setor precisa estar ainda mais junto para buscar soluções ou formas de diminuirmos o impacto negativo deste momento”, observa Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. “Com esta ação, reafirmamos o nosso papel de fomentar a arte e estimular a difusão do fazer cultural, construído durante mais de três décadas”, continua ele. “Este é um movimento que busca provocar a evolução e capacidade criativa do setor”, completa.

A finalidade de Arte como respiro: múltiplos editais de emergência é reconhecer e gerar recursos, a partir das crescentes práticas artísticas compartilhadas pelas redes sociais. A instituição crê que, ao acolher um recorte de indivíduos ou coletivos que não têm possibilidade de se expressar, hoje em especial, pode contribuir também para a economia criativa. “Acreditamos que as instituições que têm condições semelhantes a nós, possam desenvolver programas e ações para oferecer mais imaginação, criatividade e oxigênio afetivo, em circunstâncias tão difíceis para a população, e, ao mesmo tempo, garantir algum apoio para a economia da cultura”, completa Saron.

Os trabalhos selecionados neste edital serão apresentados ao público de acordo com a agenda organizada pela equipe de artes cênicas dentro do prazo de até dois meses, podendo ser alterado diante do quadro social referente à pandemia ou de necessidades da própria organização. Ficará a critério da instituição se a exibição será realizada em sua grade de programação virtual ou por meio dos canais e mídias dos próprios artistas, hipótese em que deverá ser feita menção ao apoio do Itaú Cultural.

“Este edital tem o propósito de abrir espaço e recursos para toda essa movimentação que vimos crescer nas redes e plataformas online nessa temporada de necessidade de isolamento social”, diz Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Artes cênicas da instituição. “É uma forma também de acolher um recorte de grupos e artistas que não estão conseguindo lidar com essa instância do fazer de casa, uma vez que aceitamos materiais audiovisuais produzidos antes da situação do isolamento”, observa ela.

De acordo com Galiana, do ponto de vista da curadoria, não haverá disputa entre as duas formas de expressão, apesar de a instituição entender que o nível de exposição e de conexão com o momento atual é maior para quem está fazendo produções na quarentena e que isso será revelado no maior número de propostas aceitas. “Mas é importante ressaltar que não estamos buscando um ranking de super produções e, sim, formas de acolhimento para quem não tem condições de produção nesta situação”, explica. “É uma proposta de interação com esse momento tão singular, estamos construindo e aprendendo juntos.”

 

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