Itaú Cultural estreia em seu site a coluna Um Certo Alguém com reflexões de Tom Zé sobre o passado, presente e futuro

O músico da cidade baiana Irará abre o caminho da coluna, que, semanalmente apresentará um novo entrevistado, sempre do segmento cultural. Sem rodeios, cada convidado responde a quatro perguntas que situam vivências, saudades e perspectivas.

Por Itaú Cultural | Edição do dia 17 de junho de 2020
Categoria: Cultura | Tags: ,


©AndrŽ Conti/2014 Tom ZŽé

O site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br) estreia no dia 18 (quinta-feira) a coluna Um Certo Alguém, destinada a versar, semanalmente, sobre os horizontes de seus entrevistados, em quatro perguntas. Tom Zé dá o ponta pé inicial. Sua narrativa é dividida em blocos que abordam passado, presente e futuro. Buscando um ponto de vista pessoal, as perguntas são: Qual é a história da sua maior saudade? O que você mais quer agora? Como imagina o amanhã? Por fim, mas não menos importante, Quem é você? Depois dele, nas próximas três semanas, entram com suas respostas a escritora, pesquisadora e tradutora brasileira Natalia Borges Polesso e as cantoras Elza Soares e Letrux, respectivamente. A ideia é que o conteúdo seja direto e de fácil acesso, sem meias palavras, dando ênfase às fabulações dos entrevistados.

Difícil imaginar, por exemplo, a história da maior saudade de Tom Zé, um dos grandes ícones da música brasileira, que já passou da marca das oito décadas de vida. Frente ao primeiro questionamento, sua resposta à coluna surpreende, algo que poucos poderiam imaginar, assim como é sua criação artística. Antônio José Santana Martins se lembra com carinho de ter estudado na escola de música da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “Mudou a vida cultural da Bahia”, comenta ele, que, como se pode notar, tem saudade coletiva, dizendo respeito a muitos e não somente a ele.

Colher relíquias, pequenas pérolas, é o que tenciona semanalmente Um Certo Alguém. Depois de mais de 20 álbuns lançados, o que mais poderia ele querer? “A coisa pela qual estou lutando até hoje é para fazer o disco da minha vida. Euclides da Cunha tem aquela famosa frase que resume tudo: ‘o sertanejo é, antes de tudo, um forte’”, diz o próprio sertanejo, nascido em Irará, no interior da Bahia. De tão obstinado com seu dever musical, ele sequer pensa sobre o futuro. Aliás, o faz somente quando a ideia é relativa “às ideias que Deus me dá”, como coloca. “A minha principal preocupação é trabalhar para tentar fazer aquilo que acho que preciso fazer. Não penso em futuro nenhum”. A última pergunta é talvez a de uma vida: “quem é você?” Ele diz entre outras coisas: “Tom Zé é um pouco disto: o precário”.

Com a programação suspensa desde o dia 17 de março em razão da pandemia do novo coronavírus, a organização tem intensificado a produção de materiais e conteúdos pensados para toda a família, ampliando a produção de conteúdo para diversos públicos, como podcasts, cursos de EAD e vídeos, no site e redes sociais da instituição e na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Para acessar: www.itaucultural.org.br.

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