Integrantes de grupo racista são indiciados por crimes contra uma coronel do Corpo de Bombeiros

O grupo criminoso usa as redes sociais para divulgar práticas nazistas e perseguir suas vítimas usando perfis falsos

Integrantes de grupo racista são indiciados por crimes contra uma coronel do Corpo de Bombeiros

O grupo criminoso usa as redes sociais para divulgar práticas nazistas e perseguir suas vítimas usando perfis falsos

Por Redação | Edição do dia 20 de dezembro de 2021
Categoria: Alagoas, Brasil, Polícia | Tags: ,,


Integrantes de um grupo racista foram indiciados pela Polícia Civil (PC) de Alagoas pelos crimes cometidos contra a coronel do Corpo de Bombeiros Camila Paiva. A coronel sofreu vários ataques nas redes sociais, através de perfis falsos, depois de apoiar uma campanha contra o assédio. O inquérito foi enviado à Justiça na manhã desta segunda-feira (20). 

O grupo criminoso que atacou Camila Paiva, atua na Deepweb de maneira anônima e organiza ataques contra  feministas, negros, LGBTQIA+ e outras minorias. Segundo informações do delegado José Carlos, designado para apurar o caso, eles também divulgam práticas nazistas.

Até o momento, pelo menos dois usuários de perfis falsos que perseguiram a vítima foram identificados e alvos de mandados de busca domiciliar, expedidos pela 6ª Vara Criminal da Capital. Um dos suspeitos foi localizado e preso na cidade de Serra, em Espírito Santo, sob comando do delegado Brenno Andrade, que atua na Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Espírito Santo. O acusado foi indiciado pelos crimes de ameaça, injúria, associação criminosa e divulgação do nazismo.

Já o segundo acusado, é um adolescente que reside no município de Vespasiano, em Minas Gerais. Ele teve seu celular apreendido pelo delegado Renato Guimarães, da 1ª Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Minas Gerais. Ambos confessaram a prática de atos ilegais e responderão por crimes e atos infracionais relacionados a ameaça, injúria, associação criminosa e divulgação do nazismo.

“As polícias civis de todo Brasil estão cada vez mais integradas e colaborando para que fatos que envolvam pessoas de outras Unidades da Federação não fiquem impunes. Nesse caso, foi fundamental a colaboração das Especializadas de Repressão aos crimes cibernéticos de Minas Gerais e do Espírito Santo”, concluiu o delegado Renato Guimarães.

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