Boa Noite!, Quinta-Feira - 18 de Abril de 2019

 

Inspirando-se em “modelos femininos” de sucesso em STEM

Alyshia Gomes / 2:26 - 03/02/2019


Texto sobre STEM não é novidade nesta coluna. Já escrevi um primeiro artigo explicando o tema, o segundo falando sobre projetos interessantes como o TEM²D, e o terceiro com dicas para quem tem interesse em seguir uma carreira STEM. Volto ao assunto, desta vez inspirada por um texto que li sobre o projeto The Rosalind Franklin STEM Ambassadors, da Royal Society Rosalind Franklin.

Antes de apresentá-lo, relembro o significado de STEM. Trata-se do acrônimo de Ciência (Science, em inglês), Tecnologia, Engenharia e Matemática e se refere a quaisquer assuntos que se enquadrem nessas quatro disciplinas de forma transdisciplinar, ensinados com base em atividades práticas. Seria, então, novidade para você se eu falasse que é uma área na qual predomina presença masculina? Tenho certeza que não. O interessante é esclarecer que esta é uma realidade global que já foi percebida e contra a qual diversas instituições trabalham.

No caso do projeto aqui apresentado, o objetivo é promover a valorização do perfil feminino nas áreas STEM. Por isso The Rosalind Franklin STEM Ambassadors apresenta-se como “um lugar para que as estudantes encontrem inspiração e aprendam sobre as habilidades essenciais ao sucesso em carreiras STEM.”

Em setembro de 2018, 11 estudantes com futuros promissores e de origens pouco representadas em carreiras STEM participaram de um workshop de dois dias na University College London (UCL). Um dos resultados deste encontro foi a criação de conteúdo digital disponibilizado na web.

Através deste recurso, as interessadas podem podem assistir vídeos com histórias contadas por profissionais consideradas “modelos femininos”, visualizar materiais sobre como desenvolver confiança e aprender dicas sobre as principais habilidades de comunicação, dentre outros recursos.

Professora Dame Frith (Neurociência Cognitiva) contando como usou a psicologia experimental para ajudá-la a entender crianças autistas e desenvolver a teoria da cegueira mental; Professora Sunetra Gupta (Matemática e Biologia) demonstrando que usar a matemática para enganar o vírus da gripe e escrever romances são atividades totalmente compatíveis e professora Ijeoma Uchegbu (Nanociência Farmacêutica) explicando como se projeta medicamentos desenvolvendo maneiras de distribuir as drogas para diferentes áreas do corpo, para que se tenha menos efeitos colaterais, são alguns exemplos de grande inspiração.  

Espero que esteja motivado para visitar o site do programa. Seria muito bom poder receber  comentários sobre o conteúdo dos vídeos. Pode ser? Você também pode enviar sugestões e perguntas sobre qualquer assunto relacionado à Educação Internacional através do email alyshiagomes.ri@gmail.com. Até a próxima!

OPORTUNIDADES DE BOLSAS DE ESTUDOS INTERNACIONAIS ESTÃO PUBLICADAS NO JORNAL O DIA ALAGOAS, JÁ NAS BANCAS.


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