Infrações ás leis de trânsito crescem 81% nas rodovias brasileiras

Falta de equipamentos de segurança para crianças causaram 332 autuações durante o feriado

Infrações ás leis de trânsito crescem 81% nas rodovias brasileiras

Falta de equipamentos de segurança para crianças causaram 332 autuações durante o feriado

Por | Edição do dia 21 de novembro de 2018
Categoria: Brasil, Notícias | Tags: ,,,


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Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a desobediência às leis de trânsito atingiu um aumento de 81% no feriado da Proclamação da República, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 332 autuações em razão da falta de utilização de equipamentos obrigatórios para transportar crianças nos veículos – bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação -, contra 183 flagrantes registrados em 2017.

O descumprimento às leis, na maior parte das vezes, é ocasionado por fatores como a negligência e a falta de conhecimento do condutor. É o que afirma a especialista em educação digital, Claudia de Moraes.

“Vários motoristas ignoram o fato de que acidentes podem acontecer com qualquer pessoa e a qualquer momento. Assim, colocam-se em risco e também a vida das crianças, sendo que o transporte delas é de responsabilidade destes condutores”, opina.

A PRF também realizou 32.915 testes de alcoolemia, concluindo que a irresponsabilidade não se resumiu à falta de equipamentos de segurança: 750 motoristas foram reprovados no bafômetro, sendo retirados de circulação, já que poderiam causar acidentes graves.

Claudia acredita que, além da fiscalização, é possível mudar o comportamento irresponsável dos condutores com ações de educação e conscientização.

“O brasileiro crê que a educação no trânsito não é importante, principalmente porque ele só tem contato com o tema ao tirar a habilitação. Esse assunto deveria ser discutido desde a formação educacional das pessoas, ou seja, desde os ensinos fundamental e médio e, também, no momento da emissão da CNH. O Brasil está entre os cinco países com mais mortes no trânsito, então, este assunto não deveria ser transversal nas escolas e, sim obrigatório, para que assim tenhamos condutores mais conscientes do impacto de suas atitudes no trânsito”, sugere a especialista.

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