Indígenas e quilombolas são orientados sobre direitos, cidadania e plantio

Indígenas e quilombolas são orientados sobre direitos, cidadania e plantio

Por | Edição do dia 24 de julho de 2016
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,,,,,


A Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) ofereceu, nestas sexta-feira (22) e sábado (23), no município de Maravilha, diversas oportunidades de educação para os direitos e de acesso à cidadania para povos tradicionais. A atividade foi parte do cronograma do Governo Presente no Sertão alagoano.

A ação integrou a primeira feira integrada dos assentados do crédito fundiário, movimentos sociais e povos tradicionais – indígenas e quilombolas.

Atendimento do Núcleo de Justiça Comunitária da Seprev é formado por uma assistente social, uma psicóloga e um advogado (Foto: Agência Alagoas)

Atendimento do Núcleo de Justiça Comunitária é formado por uma assistente social, uma psicóloga e um advogado (Foto: Agência Alagoas)

Para o titular da Seprev, Jardel Aderico, essa ação é essencial para formação de uma cultura de respeito à dignidade humana, por meio da promoção e da vivência dos valores da liberdade, da igualdade, da solidariedade, da tolerância e da paz.

“Quando falamos de formação de cultura para os direitos humanos estamos enfatizando, sobretudo, uma necessidade radical de mudança”, enfatizou Jardel Aderico.

Os participantes contaram com o atendimento do Núcleo de Justiça Comunitária da Seprev, formado por uma assistente social, uma psicóloga e um advogado.

Oficinas tecnológicas

Quilombolas da comunidade Jacú, de Poço das Trincheiras, participaram durante o Governo Presente de oficinas práticas sobre tecnologias sociais sustentáveis e de intercâmbio para troca de experiências com um agricultor familiar do assentado no povoado de Poço Salgado, em Santana de Ipanema.

As oficinas, realizadas por meio de parceria entre o Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL) e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hidrícos (Semarh), possibilitaram aos quilombolas conhecer as tecnologias de compostagem orgânica e de muretas de pedra.

Oficinas foram viabilizadas pela Emater e Semarh (Foto: Agência Alagoas)
Na sexta-feira (22), o grupo participou de palestra que abordou as duas tecnologias e outros princípios agroecológicos. No sábado (23), eles puderam construir de forma coletiva mais um nível da mureta de pedra, metodologia que consiste no empilhamento de pedras existentes na propriedade rural, evitando que a água da chuva corra com maior velocidade e possa danificar o plantio, além de permitir o controle da erosão do solo e o aumento das áreas para produção.

Outra prática agroecológica abordada foi a compostagem orgânica. A metodologia propõe a utilização de materiais vegetais que seriam descartados para produção de adubo orgânico, como pena de galinha, esterco animal, casca de ovo e resto de frutas e verduras por exemplo.

O agricultor familiar quilombola José Vitorino dos Santos de 57 anos, que planta feijão, milho e coentro na comunidade Jacú, acredita que o trabalho vai ajudar na sua renda.

“Eu não vou precisar mais comprar feijão que é muito caro porque vou conseguir ter mais, trabalho desde os meus 10 anos e isso é uma coisa muito boa, vai ajudar muito, e a areia não vai mais carregar tudo”.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados