Ícones do futebol alagoano lamentam a morte de Maradona: “ele se foi, mas a história permanece”

Jacozinho relembra gol marcado com assistência do ídolo argentino

Ícones do futebol alagoano lamentam a morte de Maradona: “ele se foi, mas a história permanece”

Jacozinho relembra gol marcado com assistência do ídolo argentino

Por Thiago Luiz - Estagiário | Edição do dia 29 de novembro de 2020
Categoria: Especiais | Tags: ,,,,


Foto: Reprodução

O ex-jogador e ídolo argentino e mundial, Diego Armando Maradona, morreu na última quarta-feira (25) após um ataque cardiorrespiratório, aos 60 anos de idade. Depois de rodar por Barcelona (Espanha), Napoli (Itália) – onde é venerado – e Boca Juniors (Argentina), time do coração, Maradona chegou a dirigir a seleção do país na Copa de 2010, sendo eliminado nas quartas de final pela Alemanha.

E com a camisa albiceleste, o camisa 10 tem muita história. Conhecido como o maior ídolo dos hermanos, Dieguito, como era carinhosamente chamado, liderou a conquista da Copa do Mundo em 1986. Nesta edição, protagonizou o episódio de um gol marcado com um toque de mão, batizado por ele mesmo como Mano de Dios (mão de Deus) e por outro marcado no mesmo jogo, que é considerado o mais bonito dos mundiais, onde ele faz uma “fila” na marcação adversário, arrancando do meio do campo, até tirar do goleiro para fazer um verdadeiro gol de placa.

Foto: Reprodução

A morte do ícone Maradona foi lamentada e comentada por muitas personalidades. Em suas redes sociais, Marta fez um post se dizendo muito triste: “Arrasada, chocada… perdemos um dos Deuses da Bola, uma lenda histórica e de âmbito mundial, que inspirou a todos nós, profissionais da bola, com sua magia e amor único na forma como ele tratava a bola”, disse a jogadora.

Ídolo do CRB, Joãozinho Paulista, afirmou que Maradona conquistou o mundo por ter sido a representação da realização do sonho de muitas crianças. O fato do camisa 10 sonhar com uma Copa do Mundo e ser o destaque na conquista da competição, só o torna ainda mais importante. “Tudo que ele fez criou um legado maravilhoso. Perder um colega de profissão, ainda mais um cara do tamanho de Maradona dói”, disse Joãozinho.

O ídolo regatiano ainda afirmou ter sentido muito a morte do ídolo. “A tristeza no coração da gente é de perder o mito. O mito foi embora, mas a história ficou mundialmente. Eu senti muito no meu coração, porque sou o maior artilheiro de Alagoas e faço parte da história do futebol brasileiro. E o que a gente conquista de felicidade é o mundo aplaudir o atleta. E essa semana tivemos a perda de um grande mito, que é Maradona, com 60 anos de idade. Estamos tristes pela morte, mas feliz por ele existir”, completou.

Mas se tem alguém que tem propriedade para falar de Diego Armando Maradona é Jacozinho, ídolo do CSA. No auge de sua carreira, o jogador foi convidado por Zico para fazer parte de um jogo festivo, em 1985. Jacó entrou no segundo tempo, recebeu uma assistência do camisa 10 argentino e marcou o gol. Com sua habilidade, a dupla “roubou a cena” da festa do Galinho.

Para o ídolo azulino, o sentimento é de gratidão: “A lembrança vai passar de pai para filho e não vai acabar nunca, porque ficou marcada no coração do povo brasileiro que viu e assistiu àquele jogo, e principalmente pra mim, que cheguei como quem não quer nada e saí consagrado. A minha vida toda vai ser em cima de tudo isso que aconteceu e eu tenho uma dívida muito grande com o Maradona, porque meu nome não seria lembrado se ele não descobrisse Jacozinho entre a zaga, para lançar e eu fazer aquele gol”, comentou.

Jacó ainda fez um pedido para o povo brasileiro e do mundo: “Lembrem-se de Maradona no auge, não quando ele sofreu a decadência Temos que guardar esse tipo de lembrança, o que é bom, o que fazia o mundo inteiro vibrar”.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados